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Delegada Alessandra Wilke diz que goleiro Bruno ainda não foi intimado a depor

30/06/2010 - 09h27

Polícia Civil mineira tenta chegar ao goleiro Bruno por meio dos amigos

Bernardo Lacerda
Em Contagem (MG)

Enquanto busca provas periciais consistentes, a Polícia Civil de Minas Gerais concentra suas atenções no grupo de amigos do goleiro Bruno, primeiro e até agora único suspeito, de acordo com o chefe do Departamento de Investigações, Edson Moreira, pelo sumiço da estudante Eliza Silva Samudio, de 25 anos. A estratégia de não ter pressa para ouvir o jogador do Flamengo continua a ser adotada.

POLÍCIA CRÊ EM MORTE

O chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Edson Moreira, acredita que a estudante Eliza Silva Samudio, de 25 anos, ex-namorada de Bruno e desaparecida há três semanas, esteja morta.

A delegada Alessandra Wilke, que preside o inquérito, ao chegar às 9h10 na Delegacia de Homicídios de Contagem, revelou que Bruno ainda não foi intimado a depor e nem há uma previsão para isso acontecer. “Se ele quiser prestar depoimento de forma espontânea, nós vamos ouvi-lo”, comentou a policial, que descartou ainda a realização de novas buscas no sítio, nesta quarta-feira.

A estratégia policial, admitida pelo delegado Edson Moreira, é fazer um cerco ao jogador de futebol, por meio das pessoas mais próximas dele. Na terça-feira, uma dessas pessoas, Cleiton Gonçalves da Silva, que dirigia a Range Rover do goleiro do Flamengo, apreendida dia 8 de junho, por documentação irregular, foi ouvida pela Delegacia de Homicídios de Contagem.

Apesar do mistério com que a Polícia Civil mineira conduz as investigações, há a expectativa que outros integrantes do grupo de amigos de Bruno sejam ouvidos ainda nesta quarta-feira. A delegada Alessandra Wilke não quis confirmar novos depoimentos.

Em entrevistas, na terça-feira, Edson Moreira informou que o objetivo da investigação, no momento, é “fazer uma circunferência da vida pregressa” de Bruno. Segundo ele, isso será feito ouvindo familiares e amigos dele, para definir “quem é o Bruno”. “Queremos estabelecer o perfil dele”, ressaltou o policial.

Enquanto a Polícia Civil investiga os amigos de Bruno, alguns deles “da pesada”, conforme o chefe do Departamento de Investigações, peritos do Instituto de Criminalística trabalham para descobrir se os vestígios de sangue encontrados no sítio de Bruno e na Range Rover dele são mesmo da ex-namorada do goleiro, desaparecida há três semanas e, que para Edson Moreira, tudo indica esteja morta.

O veículo – apreendido no período em que, de acordo com suspeita da Polícia Civil, Eliza Samudio teria estado no sítio de Bruno, no Condomínio Turmalina, em Esmeraldas –, foi transferido do pátio da Empresa de Trânsito de Contagem (Transcon) para o Instituto de Criminalística, onde está sendo submetido a novos exames periciais.

Nesta quarta-feira, como tem acontecido, desde que se tornou público o desaparecimento da mãe do filho de quatro meses, que segundo ela tentava comprovar via Justiça, é de Bruno, a movimentação de jornalistas e policiais é grande em frente à Delegacia de Homicídios de Contagem.
 

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