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Salário de R$ 340 mil de presidente da CBF vira assunto entre cartolas

Rogério Caboclo, atual presidente da CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Rogério Caboclo, atual presidente da CBF Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
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Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

13/07/2021 04h00

Cargo que virou alvo de uma disputa política no futebol brasileiro, o presidente da CBF ganha um salário bruto de R$ 340 mil. Mesmo afastado por conta de uma decisão do comitê de ética, quem tem direito a esse rendimento mensal no momento é Rogério Caboclo. O salário do dirigente, que tomou posse em abril de 2019, foi um dos temas colocados à mesa na reunião entre os presidentes de federação e os vices da entidade, na semana passada, na CBF.

O salário de R$ 340 mil é o topo da cadeia de remuneração da CBF. O UOL teve acesso a documentos que mostram que o dirigente, quando era diretor financeiro, em 2014, recebia R$ 45 mil bruto. Em setembro de 2015, por exemplo, ele já ganhava R$ 100 mil. Como diretor executivo de gestão, em junho de 2017, a remuneração ficou em R$ 183 mil. Em setembro de 2020, por exemplo, o salário bruto já era de R$ 340 mil.

"Eu não concedi aumento algum, a não ser o dissídio coletivo estabelecido pelo sindicato. E o dissídio vale para os mais de 200 funcionários. Eu recebo exatamente os mesmos vencimentos que o ex-presidente recebia. Foi o que foi aprovado pelo antecessor", disse Caboclo. Antes de Caboclo, quem chefiou a CBF foi Marco Polo Del Nero e o Coronel Nunes —atualmente também é o presidente em exercício da entidade.

Salário do presidente da CBF não foi contestado formalmente

Segundo o artigo 81 do estatuto da CBF, compete à diretoria da entidade, entre outros itens, "fixar o valor da remuneração dos integrantes dos Poderes da CBF". Procurada, a confederação informou "que não comenta assuntos desta natureza por serem de interesse particular". Embora não haja documento que especifique os salários de membros da cúpula diretiva da entidade, o balanço financeiro da CBF foi aprovado por unanimidade em todos os anos da gestão Caboclo. Em 2019, a entidade registrou R$ 50,6 milhões de gastos com pessoal. E 2020, foram R$ 53,2 milhões. (Por Igor Siqueira)

Com ínfima chance de ficar no Palmeiras, Borja pediu mais uma semana de folga

A reapresentação de Miguel Borja no Palmeiras, inicialmente marcada para o próximo dia 19, deve ser postergada em uma semana, a pedido do jogador. Desse modo, ele começaria o trabalho de treinamento no clube apenas seis dias antes de sua data de liberação para jogar, em 1º de agosto. A folga deve ser concedida pela diretoria, que entende como mínima a possibilidade de ele seguir no clube. O Palmeiras entende que não haverá momento mais propício para negociar o atacante do que agora e não deve impor dificuldade alguma para o jogador ao longo do processo. O Palmeiras topou abrir negociação por 50% dos direitos do jogador com o Boca Juniors. O valor inicial conversado era menor que US$ 4 milhões de dólares —a pedida inicial do Palmeiras era US$ 4,5 milhões—, mas suficiente para abrir conversa. Contudo, Borja ainda não chegou a um acordo salarial com os argentinos, conforme publicado pelo UOL, no blog de Danilo Lavieri. (Por Diego Iwata Lima)

"Emenda Globo" é debatida antes de relator apresentar texto sobre Lei doMandante

Relator da Lei do Mandante no Plenário da Câmara, o deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) tem conversado com o deputado Alex Manente (Cidadania-SP), autor da emenda apelidada pelos clubes como "emenda Globo". A ideia de Manente é inserir um artigo que explicite que os contratos em vigor de direitos de transmissão não serão alterados. Ou seja, a exclusividade da Globo está mantida sobre a maioria dos jogos, na maior parte das plataformas. Julio Cesar Ribeiro pretende apresentar o relatório hoje e costurou um texto a partir da conversa com Manente. O que não significa que a emenda será integralmente aceita. (Por Igor Siqueira)

Vice faz reunião com organizada e gera insatisfação no Botafogo

Vice-presidente geral do Botafogo, Vinicius Assumpção fez uma reunião com membros de uma organizada que fazia protesto no Nilton Santos, ontem (12), contra a má fase do time. A atitude não caiu bem na diretoria, que se divide entre amadores e profissionais. Os dirigentes remunerados ficaram insatisfeitos com a abertura dada em momento de pressão no clube. Existe, e não é de hoje, um movimento interno para que o presidente Durcesio Mello tire o poder desses cartolas, mas, até o momento, não saiu do papel. (Por Alexandre Araújo e Bernardo Gentile)

Grêmio termina suspensão de meia-atacante por carência de peças

Guilherme Azevedo, meia-atacante do Grêmio, foi relacionado para o jogo contra a LDU, partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. A presença dele na viagem encerrou a suspensão dada anteriormente, por conta da conduta nas redes sociais. O jogador admitiu troca de mensagens criticando o técnico Tiago Nunes e foi punido pela diretoria. Mas com a lesão de Ferreira, e a partir do pedido de desculpas de Gui Azevedo, o jogador foi chamado para completar a delegação em Quito. (Por Jeremias Wernek)