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Algoz de organizadas, Procurador defende protestos: "cansaram de opressão"

Integrantes de torcidas dos times de São Paulo protestaram no último domingo em atos na Avenida Paulista - Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
Integrantes de torcidas dos times de São Paulo protestaram no último domingo em atos na Avenida Paulista Imagem: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo
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Do UOL, em São Paulo

02/06/2020 04h00

Atualmente Procurador de Justiça criminal em São Paulo, Paulo Castilho se notabilizou pela atuação como promotor em casos envolvendo violência de torcidas organizadas no estado. Algoz dos grupos, foi o grande "pai" da ideia dos clássicos com torcida única durante sua carreira no Ministério Público e chegou a pedir a extinção dos grupos à época. Mesmo com o posicionamento historicamente contrários, o ex-promotor manifestou à De Primeira seu apoio às manifestações em favor da democracia promovida por organizadas dos clubes paulistanos em São Paulo no final de semana. "Torcidas organizadas representam uma camada muito grande e humilde da sociedade, a maioria vem de comunidades. Estão defendendo a democracia, no sentido de preservar os direitos humanos, o judiciário, o ministério público. Cansaram de ver essa opressão autoritária, essas posições de se fechar o congresso, se fechar o judiciário", defendeu.

Castilho mostrou preocupação com o tratamento dado as manifestações, que terminaram em confronto com a polícia, defendeu a legitimidade das organizadas e citou as manifestações em favor do presidente Jair Bolsonaro. "Acho esse movimento muito legítimo, pobreza não é defeito, e eles tem que ser recebidos pelas autoridades do mesmo jeito que estão sendo recebidos os burgueses que protestam pela ditadura, pelo fechamento do STF. Eles estavam em uma manifestação pacífica. Menos de um terço da população é favor de ditadura, eles representam 70% da população nesse discurso a favor da democracia". (Por Pedro Lopes)

Procurador alerta: "Esse movimento vai crescer"

Dentro de sua vasta experiência com torcidas organizadas, Castilho prevê que o movimento não irá parar, e deve crescer nas próximas semanas, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. "Essas torcidas têm ligação nacional, e eu tenho certeza que outras instituições vão aderir. Fica o meu alerta. Esse movimento vai crescer muito, ganhar as ruas. Vai ser um pouco retardado por causa da pandemia, mas vai ganhar às ruas. Vão encontrar apoio dessas massas das torcidas. Se quiserem colocar 100 mil pessoas na paulista, vão colocar. As organizadas erram, erraram, mas fazem muitas coisas boas. A Mancha Alviverde arrecadou toneladas de alimentos na periferia. Não há mais espaço no Brasil e no mundo para ditadura, arbitrariedade. Tem que respeitar e fortalecer as instituições. Manifestações pró-ditadura são crimes contra a segurança nacional. São 500, 600 pessoas, agridem jornalistas. Em que mundo estamos vivendo?". (Por Pedro Lopes)

Castilho defende investigação de atuação da Polícia

Durante os atos do fim de semana, manifestantes que marchavam com as organizadas reclamaram de diferença no tratamento dado pela Polícia Militar a manifestantes a favor e contrários ao presidente Jair Bolsonaro. Castilho defende que essa atuação seja investigada, e critica duramente o discurso dos manifestantes bolsonaristas pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal e outras instituições. "Isso vai ter que ser fruto de uma investigação, e, se aconteceu por qualquer razão, é abominável. Se há preconceito por serem torcidas organizadas, está errado. Se foi repressão por alinhamento ao presidente, também está errado. Polícia tem que agir com isenção. Vejo com muita tristeza oprimir um ato pela democracia, e observar um ato pela ditadura. É um absurdo o que está sendo feito com o ministro Alexandre de Morares, uma das maiores cabeças jurídicas do país, que está agindo dentro da lei. Não existe ninguém acima da lei, de investigação ou mesmo de apreensão de celular", finalizou. (Por Pedro Lopes)

Representante do Barcelona na América do Sul pode deixar o clube

Representante do Barcelona fora da Europa, o agente André Cury pode deixar o cargo em breve. O empresário foi consultado pela cúpula do clube catalão sobre a possibilidade de trabalhar exclusivamente com a equipe na América do Sul. Ele negou o convite imediatamente. A intenção é seguir como emissário do Barça no continente, mas fazendo negócios com outros times. Ele, por exemplo, foi quem levou Pablo Marí do Flamengo para o Arsenal no mercado da bola. A resposta negativa pode culminar na saída de Cury do cargo. As partes ainda conversam sobre a situação e não tomaram uma decisão. Os espanhóis também não definiram um possível substituto para a função. (Por Thiago Fernandes)

Inter mantém multa de quase R$ 300 milhões por Rodrigo Dourado

Rodrigo Dourado assinou um aditivo contratual e passou a ter compromisso com o Internacional até o final de 2022, mas o valor da multa rescisória continua igual. A cláusula em vigor tem os mesmos parâmetros da antiga negociação, na faixa entre 40 milhões e 50 milhões de euros (entre R$ 239 milhões e R$ 298,6 milhões). Em 2018, o clube gaúcho estimou em 13 milhões de euros o valor de mercado do camisa 13.(Por Jeremias Wernek)

Flu não irá à reunião final com Ferj por protocolo de jogo

Em litígio com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), o Fluminense não terá representante na reunião que definirá a elaboração final do protocolo "Jogo Seguro", documento debatido entre a entidade e os clubes para as medidas de saúde para o retorno do futebol. Hoje (2), uma vídeo-conferência irá selar a confecção da peça, que servirá de base para a volta. O Botafogo, outro grande clube contrário aos jogos, será representado por Christiano Cinelli, chefe do departamento médico alvinegro. (Por Bernardo Gentile e Leo Burlá)