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Técnico da Costa Rica aposta nas bolas paradas para surpreender Brasil

O treinador da seleção da Costa Rica, Óscar Ramírez - Stuart Franklin - FIFA/FIFA via Getty Images
O treinador da seleção da Costa Rica, Óscar Ramírez Imagem: Stuart Franklin - FIFA/FIFA via Getty Images

Júlio Gomes

Colaboração para o UOL, de São Petesburgo

21/06/2018 12h41Atualizada em 21/06/2018 13h00

O treinador da Costa Rica, Óscar Ramírez, aposta nas jogadas com bolas paradas para surpreender o time Brasil, na sexta (21). As equipes dos dois países se enfrentam pela segunda rodada do grupo E, às 9h (no horário de Brasília), em São Petersburgo.

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O técnico reconheceu a dificuldade de enfrentar a seleção pentacampeã do mundo, mas afirmou que não se contentará com o empate. “Sei do potencial do Brasil, mas prefiro buscar a possibilidade de poder ganhar. A bola parada pode ser uma arma”, declarou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (20).

Vale lembrar que a equipe brasileira sofreu o gol do empate por 1 a 1 contra a Suíça no domingo (17) após um escanteio. Nenhum defensor acompanhou o meia Steven Zuber, que subiu sozinho e cabeceou contra as redes de Alisson. O zagueiro Miranda reclamou de falta no lance, alegando que foi empurrado.

Ramírez disse que, além das bolas paradas, orientará seus comandados para pressionar mais no segundo tempo, quando os atletas costumam ficar mais cansados. “Os brasileiros também têm de buscar o jogo em algum momento e podem deixar um pouco de espaço.”

O duelo é decisivo para a continuidade da Costa Rica na Copa, segundo o técnico, depois que o time do país debutou perdendo para a Sérvia por 1 a 0.  Ele afirmou que, apesar do retrospecto ruim contra a seleção brasileira em Mundiais —derrotas por 1 a 0 em 1990 e por 5 a 2 em 2002—, ainda acredita na classificação.

O técnico falou que vencerá o terceiro encontro entre as duas seleções: “Enquanto houver esperança e matemática, temos que tentar”, disse. “Evoluímos bastante, o futebol também, já tivemos muitas surpresas neste Mundial, assim como há quatro anos. No futebol, qualquer coisa pode acontecer.”

Sobre Neymar, o costarriquenho declarou que não forçará faltas sobre o craque, que foi alvo de dez infrações dos suíços na estreia. “Temos nossa estratégia e veremos. Há formas [de pará-lo] que não sejam com faltas, e os rapazes já sabem como fazer.”

Ramírez ainda admitiu que admira o trabalho de Tite, que conseguiu aliar o talento dos jogadores brasileiros com um bom posicionamento tático.

A Costa Rica está na lanterna do grupo E. O Brasil, o segundo, à frente da Suíça, de acordo com os critérios de desempate (cartões amarelos). A Sérvia é líder.

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