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Coadjuvantes, Croácia e Nigéria buscam repetir brilho de primeira Copa

Semifinalista em 98, Croácia (foto) nunca mais brilhou em Copas do Mundo; já Nigéria tenta mostrar bom futebol da década de 90 - Ross Kinnaird/Allsport/Getty Images
Semifinalista em 98, Croácia (foto) nunca mais brilhou em Copas do Mundo; já Nigéria tenta mostrar bom futebol da década de 90 Imagem: Ross Kinnaird/Allsport/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

16/06/2018 04h00

Classificação e Jogos

A primeira impressão é a que fica? Não é o que aconteceu com Croácia e Nigéria. Donas de campanhas bastante positivas em suas primeiras participações em Copas do Mundo, as duas seleções se enfrentam neste sábado (16), às 16h (horário de Brasília), tentando provar que podem voltar a brilhar.

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A Nigéria fez em 1994 sua primeira Copa do Mundo. Na ocasião, avançou às oitavas de final e só perdeu por 2 a 1 para a Itália com um gol de Roberto Baggio na prorrogação. Desde então, os campeões olímpicos de 1996 chegaram duas vezes às oitavas (1998 e 2014), mas sem atingir expectativas e avançar às quartas de final. Pior: ficaram de fora da Copa de 2006.

A Croácia não é diferente. Depois de Davor Suker e Zvonimir Boban levarem a seleção às semifinais da Copa do Mundo de 1998, o time foi a três Copas do Mundo sem passar da fase de grupos: 2002, 2006 e 2014. Em 2010, os croatas nem mesmo se classificaram para a disputa da competição.

Um tropeço no jogo deste sábado em Kaliningrado complica prematuramente qualquer uma das duas equipes, uma vez que elas ainda enfrentarão a cabeça-de-chave e favorita no grupo: a Argentina. Os croatas jogam contra Lionel Messi e companhia no dia 21, em Nizhny Novgorod, enquanto os nigerianos têm o desafio em 26 de junho, na cidade de São Petersburgo.

A partida terá um trio de arbitragem brasileiro: Sandro Meira Ricci comanda, com Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse como auxiliares. Ricci já atuou como quarto árbitro em Rússia 5 x 0 Arábia Saudita, jogo de abertura da Copa de 2018.

Má fase? Nigéria aposta no passado

Nos últimos cinco jogos, a Nigéria sofreu quatro derrotas (incluindo uma por 3 a 2 para o Atlético de Madri) e um empate. Mas se o retrospecto pesa, também pode ser um ponto a favor dos nigerianos, já que a última vitória da equipe em Copas do Mundo veio justamente sobre uma seleção balcânica: 1 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina em 2014, graças ao gol de Peter Odemwingie.

A receita para uma vitória? Para a imprensa do país, a capacidade de surpreender os croatas. Em matéria desta sexta-feira, o jornal nigeriano Premium Times pede um “caos organizado” por parte dos comandados do técnico Gernot Rohr, em referência à conquista olímpica de 22 anos atrás.

“Aquele era um caos organizado. Sem estrutura tática, sem rigidez nas posições. Os jogadores estavam apenas unidos em uma missão em busca do melhor resultado”, descreve o diário, que pede “mudanças técnicas inteligentes” em campo, resistência e unidade por parte do time.

Curiosamente, a torcida nigeriana foi proibida por autoridades russas de levar galinhas vivas ao estádio – uma superstição no país africano. Em 2010, na África do Sul, o veto também já havia acontecido.

Croácia prevê ataque contra defesa

Os croatas do técnico Zlatko Dalic, por sua vez, vêm cheios de otimismo. Com duas vitórias e duas derrotas (uma delas para o Brasil) nos amistosos de 2018, o time aposta em um ataque contra defesa para ditar o ritmo de jogo.

"A Croácia tem bons pontas e atacantes, e nós não temos medo”, disse o atacante Nikola Kalinic em entrevista coletiva – sem deixar de lado, porém, o discurso humilde. “Somos melhores do que a Nigéria, mas devemos mostrar respeito, eles têm bons jogadores ofensivos, mostraram o que podem contra a Inglaterra", completou, referindo-se à derrota por 2 a 1 dos nigerianos para os ingleses em 2 de junho.

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