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ONU parabeniza Fifa por canal de denúncia em defesa dos direitos humanos

Arnd Wiegmann/Reuters
Imagem: Arnd Wiegmann/Reuters

Da EFE, em Genebra (Suíça)

30/05/2018 14h38

As Nações Unidas comemoraram nesta quarta-feira a decisão da Fifa de oferecer um canal em seu site para que ativistas e jornalistas possam denunciar restrições ao trabalho e violações de direitos em países que recebam eventos da entidade.

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Para Michel Forst, relator do grupo da ONU que trata sobre corporações e a defesa dos direitos humanos, a medida foi um primeiro passo muito importante.

"O compromisso da Fifa é muito positivo. Agora, o anúncio deve ser seguido de ações para prevenir, identificar e atuar diante dos ataques aos ativistas pró-direitos humanos no contexto dos próximos torneios de futebol", afirmou.

Entre um dos compromissos assumidos pela Fifa, está que a partir de agora as cidades candidatas a sediarem os eventos esportivos da entidade deverão respeitar e ajudar a proteger os defensores dos direitos humanos e os profissionais de imprensa.

O órgão da ONU lembrou que muitos eventos esportivos, principalmente os maiores, causaram problemas graves e um impacto negativo na população dos locais onde foram realizados, incluindo despejos, restrição do direito de protestar, discriminação e abusos dos direitos dos trabalhadores, com casos extremos de mortes que aconteceram durante a construção de estádios.

"Além de tudo isso, os jornalistas e ativistas que denunciam esses problemas são vítimas frequentes de represálias e assédio", destacou o grupo de trabalho das Nações Unidas.

A Fifa destacou que essa iniciativa se soma a outras medidas da entidade, como a garantia da liberdade de imprensa em seus próprios processos de credenciamento.

Um exemplo recente na Copa do Mundo da Rússia foi o caso do jornalista alemão Hajo Seppelt, que fez documentários sobre o esquema antidoping russo e teve o visto negado pelas autoridades do país após ter sua credencial aprovada pela federação internacional. A entidade cobrou uma explicação pelo banimento, e o governo russo voltou atrás.

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