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Copa 2018

Moro remarca audiências de Lula por jogos do Brasil na Copa do Mundo

Sergio Moro também quer assistir aos dois decisivos jogos do Brasil na Copa do Mundo - Eduardo Anizelli/Folhapress
Sergio Moro também quer assistir aos dois decisivos jogos do Brasil na Copa do Mundo
Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

José Edgar de Matos e Napoleão de Almeida

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/03/2018 20h29

Classificação e Jogos

O velho clichê diz que a Copa do Mundo faz o Brasil parar. Na tarde desta sexta-feira, Sergio Moro apenas reforçou este velho ditado repetido de quatro em quatro anos. Em documento publicado, o juiz determinou que secretaria da 13ª Vara Federal da Justiça do Paraná remarque os depoimentos da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcados para dia 22 e 27 junho, datas dos jogos do Brasil contra Costa Rica e Sérvia, pelo Mundial.

A determinação de Moro é escrita após a convocação de todas testemunhas no réu em que Lula é acusado de receber propinas nas reformas realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Até o processo mais midiático da Lava Jato, já que envolve o ex-presidente, irá parar em virtude da equipe de Tite, que joga contra costarriquenhos e sérvios pela classificação às oitavas de final.

Decisão Moro Lula seleção Copa do Mundo - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Entre as testemunhas liberadas pelo juiz federal para assistir ao jogo da seleção se encontram dois ex-funcionários da Petrobrás, que defenderiam Lula no dia 22, e mais duas pessoas que iriam depor a favor do petista no dia 27. A ex-presidente Dilma Rousseff irá depor normalmente em 25 de junho, data em que a seleção brasileira não joga.

A reportagem do UOL Esporte entrou em contato com Sergio Moro, que preferiu não comentar o assunto.

O processo do Sitio de Atibaia acusa a Odebrecht, OAS e Schahin de reformar o local em troca de contratos com a Petrobrás; o valor chega a mais de R$ 1,02 milhão.

Luiz Inácio Lula da Silva já foi condenado na Lava Jato a nove anos e meio de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

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