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Comentarista da Globo, Ronaldo vai ter que avaliar o cliente Gabriel Jesus

Galvão Bueno e Ronaldo durante uma transmissão da Copa das Confederações, em 2013 - Reprodução/TV Globo
Galvão Bueno e Ronaldo durante uma transmissão da Copa das Confederações, em 2013 Imagem: Reprodução/TV Globo
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

16/06/2018 07h01

Classificação e Jogos

A estreia do Brasil na Copa da Rússia neste domingo (17) recoloca em cena, no papel de comentarista da Globo, o ex-jogador Ronaldo. Ao lado de Galvão Bueno, Casagrande e Arnaldo Cezar Coelho, o Fenômeno vai incorrer, mais uma vez, em uma situação de conflito de interesses.

Ronaldo é sócio da Octagon, uma empresa de marketing esportivo, que gerencia a carreira de Gabriel Jesus. Qual a isenção que se pode esperar dos seus comentários sobre o jogador?

Em 2013, na Copa das Confederações, e no ano seguinte, na Copa do Mundo no Brasil, o ex-jogador enfrentou conflito semelhante. Nas duas ocasiões, ele atuou como comentarista da Globo sendo sócio de outra empresa, a 9nine, que cuidava de interesses da carreira de Neymar - e se derramou em elogios ao jogador em seus comentários.

Ronaldo já disse diversas vezes que não vê conflito de interesses no fato de ter de avaliar o desempenho e as atitudes, em rede nacional, de um cliente seu e a Globo, da mesma forma, não vê problema algum na situação. A emissora trata o ex-jogador como um comentarista convidado, sem vínculo formal.

Em 2013, além da sua ligação com Neymar, Ronaldo era integrante no Conselho de Administração do Comitê Organizador da Copa do Mundo, o que não o impediu de tecer elogios, durante transmissões da Globo, aos estádios do evento.

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