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Para retomar obras do Beira-Rio, Inter precisa aprovar contrato no conselho deliberativo

Para retomar obras do Beira-Rio, Inter precisa aprovar contrato no conselho deliberativo

09/12/2011 - 15h02

Oposição do Inter reclama de proteção ao contrato das obras e ameaça barrar parceria

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre

Após terminar o longo e desgastante processo de elaboração do contrato para as reformas do Beira-Rio, o Internacional passou a outra esfera de descontentamento. Disponível para análise dos conselheiros desde o começo da tarde de quinta-feira, o documento é guardado em uma sala onde o acesso é restrito. As medidas adotadas incomodam grupos políticos de oposição. Que ameaçam não aprovar o acordo e manter a paralisação nas obras.

As mais de 150 páginas da minuta estão em uma sala contígua ao gabinete do presidente Giovanni Luigi. Ali, o acesso é controlado por um segurança. E não são permitidos celulares ou qualquer outro equipamento que possa copiar partes ou todo o documento. Antes de acessar o local, os conselheiros precisam assinar uma cláusula de confidencialidade.

O procedimento foi sugerido pela construtora ao Inter, no começo de dezembro. Tudo para evitar o vazamento de detalhes do acordo que vai se estender por 20 anos. Entre os pontos que as partes querem manter em sigilo estão: percentagem na exploração de áreas já existentes e das que serão construídas na volta do Beira-Rio; os parceiros para realização da obra e cláusulas de rescisão.

Em outubro, a Andrade Gutierrez comunicou que só investirá 20% do valor total da obra - cerca de 290 milhões de reais. Segundo o portal Sul21, parte da quantia pode ser paga por duas estatais do Rio Grande do Sul. A Fundação CEEE e Fundação Corsan.

De acordo com um controle extra-oficial, só na quinta à tarde mais de 20 conselheiros foram analisar a minuta do contrato. Destes, três dizem não ter assinado a cláusula de confidencialidade, por não concordar com o veto a um debate sobre o caso. Para a atual direção, a manifestação é uma simples jogada política perante os sócios.

No movimento contrário à parceria estão ex-presidentes do Inter e figuras ilustres. A minuta do contrato entre Internacional e Andrade Gutierrez ficará disponível para consulta dos conselheiros até a próxima quarta. No dia seguinte, o Inter promove uma reunião e define se a parceria será efetuada. Para chancelar o acordo, a direção precisa de 50%, mais um voto, de aprovação no conselho. Com o sim, as obras no estádio devem ser retomadas em 30 dias.

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