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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Empresa fará novas ofertas a Vasco e Botafogo, e admite perda no 1o Carioca

Guga, do Fluminense, disputa lance com Gabriel Pec, do Vasco, durante partida do Carioca - Thiago Ribeiro/AGIF
Guga, do Fluminense, disputa lance com Gabriel Pec, do Vasco, durante partida do Carioca Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

14/02/2023 04h00

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A Brax tornou-se a agência para negociar direitos do Carioca ao oferecer uma garantia de pagamentos a Ferj e clubes. O acordo demorou a sair e se restringiu a Flamengo, Fluminense e times menores, com Vasco e Botafogo fora por recusarem ofertas. Resultado: a empresa prevê um prejuízo no 1o ano, mas espera compensar no futuro e aposta em receita até maior do que o antigo da Globo. Para isso, buscará um um acordo futuro com os dois grandes alvinegros.

A proposta da Brax foi dar uma garantia de R$ 61 milhões para ter o direito de negociar os direitos do Carioca. O Flamengo ficou com R$ 21 milhões, o Fluminense, com R$ 14 milhões. Vasco e Botafogo não aceitaram receber menos do que o time rubro-negro. Antes, tinham até aceito oferta na casa de R$ 10 milhões.

"Senti oportunidade que tinha para entrar no mercado. Abri mão de qualquer remuneração no primeiro ano com a venda de direitos de transmissão. Já sabia que não teríamos êxito comercial a ponto de cobrir as despesas. Isso está contabilizado. A Brax entendeu que era preciso comprar um contrato longo?, contou Bruno Rodrigues, sócio da Brax.

Seu acordo foi feito com a Band em um modelo de divisão de receitas. A Brax tem cotas publicitárias para vender das transmissões, e divide parte da outra renda com a emissora. Rodrigues disse que as receitas obtidas foram dentro do que a Brax projetou, embora insuficientes para cobrir todos pagamentos feitos a clubes e Ferj.

O executivo admite que ?foi péssimo não ter Botafogo e Vasco?. No modelo atual, a Brax não pode garantir a transmissão da final. Afirmou que a Band topou o risco ao ter um produto com 25 jogos garantidos, e que a decisão é uma incógnita a depender de quem se classificar entre os grandes.

"Qual meu plano de voo? Imediatamente, quando acabar o campeonato, sentar com Vasco e Botafogo, fazer uma oferta substancial para que fiquem confortáveis para sentar conosco. Por que, com o tempo, acho que a gente tá pagando até pouco, vamos ter que pagar até mais?, disse Rodrigues.

A ideia do executivo é oferecer a Vasco e Botafogo mesmo valor que o Fluminense irá receber pelo Carioca. Ele afirmou não interferir na divisão de receitas entre os clubes. Contou ter até saído da sala quando as agremiações iriam ter essa discussão. Mas o dinheiro disponível para os dois alvinegros é similar ao do tricolor.

"Se Botafogo e Vasco vierem sob as circunstâncias que tão apresentadas Fluminense, e isso foi uma divergência muita grande, Fluminense topou valor 40% de diferença para o Flamengo. Se toparem esse modelo?. Falei para os clubes que não quero entrar em modelo de divisão de receitas. Saiu muito na imprensa, não participo de divisão de receita. Meu dinheiro é esse aqui, eles se decidem?, explicou.

Para Rodrigues, com os direitos integrais e centralizados, o Carioca pode voltar a ter receitas maiores até do que o contrato rescindido. Aquele acordo era de R$ 120 milhões. Neste caso, os clubes teriam participação nos ganhos variáveis.

"Uma vez que o desempenho é extraordinário. As garantias são diluídas e eu fico com o meu percentual de comissão, pequeno dentro desse contexto. Não é pequeno, é justo e equilibrado?, disse ele.