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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Eliminatórias terão venda dividida de TV que gerou caos em jogos da seleção

Seleção brasileira no jogo contra o Chile, pelas Eliminatórias - Lucas Figueiredo/CBF
Seleção brasileira no jogo contra o Chile, pelas Eliminatórias Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

07/07/2022 04h00

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As Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 terão, de novo, venda de direitos de televisão fragmentadas por federações nacionais. A Conmebol havia tentando unificar todos os jogos e comercializa-los juntos, mas as associações não toparam. Com isso, repete-se o sistema que gerou caos nas transmissões de jogos da seleção brasileira, um deles foi parar na TV Brasil.

As Eliminatórias da Copa 2026 tendem a repetir o formato com jogos de todos contra todos, e um total de 18 partidas por seleção. E haverá seis vagas e meia para o Mundial de um total de dez times. Está agendada para hoje (7) um Conselho da Conmebol para debater o assunto e pode bater o martelo.

A Conmebol fez a proposta de um formato alternativo, com grupos e menos jogos. Mas a maioria das federações tem preferência pelo formato da última Copa. O motivo é justamente que, assim, as associações têm mais partidas para serem comercializadas para grupos de mídia e empresas de marketing.

Havia uma proposta da Conmebol de unificar todos os direitos de partidas em uma venda conjunta, o que seria rateado posteriormente entre as federações. Mas as associações do Chile e do Paraguai já venderam os seus direitos de televisão. A confederação sul-americana, portanto, teria de bancar o valor já obtido para fazer um pacote.

Com isso, o cenário tende a ser uma repetição das últimas Eliminatórias. Cada federação nacional, incluída aí a CBF, terá direito a vender nove jogos do seu time em casa. A confederação tinha negociado seu pacote com a Globo por US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,8 milhões na cotação atual) por jogo.

O problema é que os outros direitos de partidas da seleção ficaram pulverizados pelas federações. E, depois, foram comprados em conjunto pela agência Mediapro. A empresa pediu valor maior do que o que a Globo queria pagar e não houve acordo inicialmente.

A CBF teve de comprar os direitos da partida diante do Peru e repassa-los para a TV Brasil para uma transmissão pontual. O jogo foi usado como propaganda pelo governo de Jair Bolsonaro.

Depois disso, a TV Walter Abrahão chegou a comprar os jogos de visitante do Brasil. Mas, como não houve pagamento, o acordo deu para trás. Houve ameaça de o Brasil ficar sem transmissão dos jogos da seleção em TV aberta.

Até que a Globo fechou acordo para as partidas visitantes que restavam para o Brasil nas Eliminatórias e o cenário se normalizou. Com uma nova venda fragmentada, evitar uma outra incerteza sobre as transmissões da seleção vai depender de um acordo feito por televisões brasileiras com as federações locais. Nas Eliminatórias para a Copa de 2026, é possível que cada jogo passe em uma emissora diferente.