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Rodrigo Mattos

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Regra da Liga veta perdas sobre renda de TV atual de clubes e gera debate

Clubes reunidos no Rio de Janeiro sobre liga - Igor Siqueira/UOL
Clubes reunidos no Rio de Janeiro sobre liga Imagem: Igor Siqueira/UOL
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

17/05/2022 04h00

Com Igor Siqueira

A Liga de Clubes do Brasil (Libra) - formada por dez clubes - tem uma regra que prevê que nenhum deles ganhará menos em contratos futuros em relação aos valores atuais. Esse mecanismo gerou debate entre os 25 clubes das Séries A e B que questionaram a fórmula de distribuição de receita para o futuro da liga. É um dos pontos a serem negociados entre as partes.

A Libra é fundada por Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras, Red Bull Bragantino , Flamengo, Vasco , Botafogo, Cruzeiro e Ponte Preta. Outras 25 equipes na Série A e B - incluindo Fluminense, Athletico-PR, Fortaleza e Galo - se reuniram para discutir uma proposta alternativa de divisão de dinheiro. Os dois grupos devem ter um encontro em breve para debater diferenças de ideias.

De acordo com seu estatuto, a libra prevê a distribuição do dinheiro em três partes, igual, premiação por posição e engajamento de torcida (40% / 30% / 30%). Há uma cláusula que garante, no entanto, que os clubes não terão perdas em relação ao que ganham atualmente.

O Flamengo e o Corinthians, por exemplo, têm garantias de pay-per-view que lhes dão um valor em torno de R$ 150 milhões a cada um. O Grêmio também tem uma garantia menor. Outros clubes ganham de acordo com seus percentuais de PPV de torcida, como Palmeiras e São Paulo.

A premissa da Libra é que a formação da Liga vai aumentar consideravelmente o bolo do dinheiro de televisão. Com isso, todos os clubes vão ganhar mais, baseado na divisão por critério, que está sendo rediscutida. Por isso, entendem que naturalmente não haverá necessidades de garantias.

Mas, de acordo com suas regras, os membros da Libra estabeleceram que nenhum clube pode ganhar menos do que a média dos últimos três anos. Caso isso aconteça, o dinheiro arrecadado de investidores - que comprariam parte da Liga - seria usado para cobrir a diferença. Se não houver investidor, um fundo de compensação com recursos do bolo de TV seria usado nesse caso.

Esta regra gera debate dentro do grupo de 25 clubes. Não há exatamente uma discordância do mecanismo: todos também querem garantir que não tenham menos receita do que têm atualmente. O ponto defendido pelos grandes clubes que estão no meio do grupo de 25 times é ter certeza de que o mecanismo não vai prejudica-los, tirando dinheiro deles para outros times menores. Portanto, essa questão será discutida no provável encontro entre os grupos.

Outro item em debate é um para-quedas para os clubes que caiam para Série B. Neste ponto, ambos os grupos parecem concordar que é necessário algum tipo de mecanismo para aqueles rebaixados, atualmente eles já existem por meio da manutenção da receita do PPV.

O principal ponto de divergência, no entanto, é o critério de distribuição por engajamento de torcida, considerado subjetivo e que pode aumentar excessivamente a distância entre os clubes. Os percentuais para a divisão do dinheiro parecem mais próximos de um acordo.