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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Nem árbitro, nem VAR viram toque em Gabigol em pênalti pedido pelo Flamengo

 Flamengo x Botafogo: Gabigol em ação no Estádio Mané Garrincha - Mateus Bonomi/AGIF
Flamengo x Botafogo: Gabigol em ação no Estádio Mané Garrincha Imagem: Mateus Bonomi/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

15/05/2022 10h10

Os áudios do VAR da CBF mostram que nem o árbitro Luiz Flávio Oliveira e dos membros da cabine não viram toque de Richardson, do Ceará, em Gabigol, do Flamengo, na área. O jogador e a comissão técnica rubro-negra pediram pênalti. A partida terminou empata em 2 a 2.

As imagens e áudios do VAR liberados pela CBF mostram que Rodrigo Guarizo, árbitro de VAR, avisa que houe um possível pênalti e que iria checar. Em seguida, Luiz Oliveira, que estava na frente do lance, diz que "não toca nele" e afirma que o atacante rubro-negro "escorrega".

Enquanto a análise do lance se desenrola, Luiz Flávio repete quatro vezes "não há o contato". Em uma delas, ele muda a versão inicial sobre o escorregão: "Para mim, ele (Gabigol) toca e se joga".

Depois disso, Guarizo referenda Luiz Flávio: "Pode seguir. Mantém sua decisão. Não tem o contato com ele".

As seguidas repetições da imagem, no entanto, contradizem o árbitro de campo e do VAR. O que se vê é um contato, sim, da chuteira de Richardson na perna de Gabigol. Pode-se discutir se o contato é suficiente para derruba-lo, mas que os vídeos mostram que ele existiu.