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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Por que transmissão do Paulista tem nova cara na TV

Paulinho, do Corinthians - Ettore Chiereguini/AGIF
Paulinho, do Corinthians Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

27/01/2022 04h00

Quem assistiu à estreia do Corinthians no Paulista deve ter percebido que a tela se divida em três imagens em partes do jogo. Em um escanteio, uma câmera estava no batedor com a bola, outra no meio da área e uma terceira no goleiro. Foi uma novidade implementada pela transmissão contratada pela FPF (Federação Paulista de Futebol), e não mais pela Globo.

Explica-se: o Paulista-2022 tem um novo modelo de negociação de direitos e geração de imagens. Pelo formato, os direitos foram fatiados entre Record, HBO Max, Youtube e Globo/Premiere. A produção de imagens é responsabilidade da LiveMode, empresa contatada pela FPF para comercializar e gerir o conteúdo do Estadual.

É similar à fórmula adotada pela Conmebol na Libertadores, pela UEFA na Champions League e pela Premier League. As imagens produzidas têm características padronizadas e são enviadas a todos os detentores de direitos.

No Paulista, as equipes coordenadas pela LiveMode adotaram como novidade esta divisão de tela com três imagens na transmissão. Há efeitos gráficos em cima e em baixo para que os três quadros caibam na tela. O torcedor pode acompanhar, então, tem movimentos simultâneos de um lance em vez de esperar a bola chegar na área para acompanhar o que se desenrola ali antes de um cruzamento.

"Observamos as principais competições do mundo, incluindo NFL, Champions, La Liga, Fórmula 1, Olimpíada para criar um conceito inovador e que usasse a tecnologia para melhorar a experiência do torcedor ao assistir a uma transmissão de futebol. Nesse sentido, temos explorado câmeras especiais vamos estrear em breve os grafismos em tempo real. E criamos o conceito de "multitelas, em que vários ângulos ou momentos de um jogo que acontecem simultaneamente, apareçam ao mesmo tempo no vídeo", explicou Wilson Junior, Head de transmissões do Paulista.

Outros mecanismos adotados nas transmissões foram drones, câmeras laterais no trilho, fotos em treinadores e torcidas. São equipamentos já usados pela Globo. O efeito de foco de imagem em alta resolução em um jogador que vai bater um escanteio também foi usado, assim como na emissora carioca.

Para o Estadual, há sete câmeras para os jogos de times menores, e 21 nas partidas envolvendo os quatro grandes.

Nos gráficos, predominam as cortes laranja, azul e roxo, seja para escalações e placares. Os placares já são padrão em todas as transmissões, cada plataforma pode botar seu logo do outro lado da tela.

Há previsão de implantar gráficos durante as partidas, com linhas para mostrar movimentações de jogadores e números de estatística. A intenção é fazer algo similar a ligas internacionais que mostram durante as transmissões, não só no intervalo.

A decisão da FPF de assumir a geração de imagens dos jogos tem vantagens e desvantagens para os organizadores do Estadual. O ponto positivo é que a FPF passa a controlar toda a imagem da sua competição, o que aumenta suas possibilidades de gerar renda. O ponto negativo é que há custos de produção envolvidos, o que gera um um desconto no repasse do dinheiro aos clubes. A questão é balancear os dois pratos.