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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Palmeiras tem proteção milionária a Endrick mesmo sem contrato profissional

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

22/01/2022 04h00

A atuação do palmeirense Endrick, de 15 anos, na Copa São Paulo despertou atenção da imprensa e de clubes pelo mundo. Apesar de não ter acordo profissional com o atleta, o Palmeiras tem uma proteção milionária com o atleta por meio do contrato de formação. Além disso, há regras restritivas para contrata-lo, seja para times nacionais ou estrangeiros.

Pela Lei Pelé, os clubes nacionais só podem assinar um contrato profissional com jogadores a partir dos 16 anos - o prazo máximo é de até 5 anos. Endrick completará a idade no meio do ano, em 21 de julho.

Mas o atleta já possui um contrato de formação com atletas entre 14 e 16 anos. E o valor pago como bolsa é livremente pactuado entre clube e jogador, isto é, não tem limite. De acordo com a Lei Pelé, no caso de o clube não poder assinar o primeiro contrato profissional, o outro time para o qual ele se transfira teria de pagar uma indenização de até 200 vezes o gasto do time com o jogador.

No caso de Endrick, o Palmeiras já pagou luvas para ele de R$ 400 mil. Além disso, há os valores mensais das bolsas que não são sabidos - ele está no time desde os 11 anos. Com esses dois dados, a indenização a que o clube alviverde ultrapassaria com vantagem os R$ 100 milhões. Pode até atingir cifra mais próxima de R$ 200 milhões.

Além dos valores, há um acordo entre os grandes times para que não ocorra assédio entre eles na divisão de base. Teoricamente, assim, nenhum outro time rival poderia oferecer um dinheiro ao atleta e contrata-lo antes do primeiro contrato profissional.

Em relação ao exterior, a Fifa estabelece que nenhum time estrangeiro pode contratar um jogador com menos de 18 anos. Ou seja, Endrick só poderia assinar com um clube europeu em dois anos e meio.

Além desses dados factuais, o Palmeiras tem uma boa relação com o pai de Endrick, Douglas Souza, que é funcionário do clube. Como publicou o UOL Esporte, o clube confia nesta ligação para assinar o primeiro contrato profissional do garoto.