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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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CBF divide venda da Copa do Brasil em pacotes e quer até R$ 700 milhões

Atlético-MG comemora o título da Copa do Brasil 2021 - Robson Mafra/AGIF
Atlético-MG comemora o título da Copa do Brasil 2021 Imagem: Robson Mafra/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

14/01/2022 04h00

A CBF iniciou as conversas para as negociações dos direitos de transmissão da Copa do Brasil. A sinalização foi de uma divisão da competição em dois pacotes de jogos, sendo que um deles já foi oferecido à Globo. A pedida inicial da confederação não é baixa: entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões.

O atual contrato da CBF com a Globo pela Copa do Brasil se encerra em 2022. Foi assinado por um valor original de R$ 350 milhões. Mas, com os reajustes previstos pela inflação, a estimativa é de que o acordo tenha um valor atualizado em torno de R$ 400 milhões.

Desde o ano passado, a CBF tem discutido como fará a comercialização da Copa do Brasil. Há uma opinião na entidade favorável ao novo modelo de negociação que fatia parte dos direitos. Ou seja, não era a intenção inicial simplesmente renovar com a Globo.

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Neste sentido, a CBF tem em torno de 122 jogos da Copa do Brasil para serem vendidos. E a ideia é dividir em dois pacotes de jogos, sendo um deles com 50 partidas.

A pretensão inicial da confederação é um reajuste entre 40% e 60% do valor atual. Assim, elevaria a venda da competição ao patamar pretendido em suas primeiras conversas com players. Há conversas com a Globo para negociação de um dos pacotes em que a confederação pretende arrecadar quase igual a todo contrato atual. A emissora vai dividir com a Amazon os direitos da competição em 2022, então, isso pode se repetir no novo período.

As negociações, no entanto, são influenciadas por fatores de mercado. A Conmebol está prestes a lançar a concorrência pelos direitos da Libertadores, que é o produto mais premium da América do Sul. Trata-se de prioridade para empresas como Globo e Disney, entre outros.

Essa concorrência pode influenciar positivamente ou negativamente na Copa do Brasil, na análise de agentes do mercado. Explica-se: pode ser que a Libertadores leve a propostas mais altas, o que reduziria o dinheiro disponível das plataformas. Ao mesmo tempo, quem perder a concorrência pode ficar mais ávido por outros campeonatos.

É importante lembrar que os direitos da Copa do Brasil têm relação direta com a premiação em dinheiro paga pela CBF pelas classificações por etapa e título. Só houve o salto para pagar em torno de R$ 60 milhões para o campeão por causa do último contrato. Do total do acordo atual, a CBF retém um percentual, mas a maior parte é usado nas cotas de clubes.