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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Exposto, Juninho Paulista incomoda-se com recuo da CBF sobre adiar jogos

Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira - Lucas Figueiredo/CBF
Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

06/10/2021 10h00

O coordenador da seleção brasileira, Juninho Paulista, ficou bastante incomodado com a decisão da CBF de recuar do adiamento de jogos do Brasileiro para evitar conflito com a seleção. Isso porque o dirigente se sentiu exposto por ter prometido publicamente que não havia partidas de times com convocados em datas-Fifa.

Não era responsabilidade direta de Juninho tomar decisões sobre o adiamento de jogos. A tabela e o calendário são da área do departamento de competições, comandado pelo diretor Manoel Flores. Na convocação, o coordenador mencionou que tinha conversado com Flores sobre o assunto.

"Sim, nós conversamos com o Manoel, diretor de competições. Por se tratar novamente de três jogos, nesta data de outubro, vai ser adotado os mesmos critérios (sic) que adotamos na data de setembro em relação aos clubes que tiveram jogadores convocados por nós", disse o dirigente.

A nova tabela, com extensão do campeonato, seria anunciada. Mas, depois, houve pressão de clubes, dirigentes da CBF e jogadores para reverter a decisão. Entre eles, estão cartolas mineiros e paulistas, já que os clubes destes Estados não queriam o adiamento. Enquanto, o Flamengo queria postergar o campeonato para não perder atletas.

A diretoria da CBF ficou dividida. O departamento de seleção queria a manutenção da promessa. Mas o departamento de competições era contra postergar o Brasileiro. Flores queria que o campeonato acabasse em 5 de dezembro. Também houve debate entre outros dirigentes da entidade, com posições divididas. Pesou a posição em favor de manter a tabela.

Com a decisão tomada pela CBF, Juninho foi o mais cobrado pela diretoria rubro-negra. Dirigentes do Flamengo colocaram em redes sociais seu vídeo com a promessa não mantida. Ele ficou bastante incomodado com ser o mais cobrado apesar de não ter sido a favor do resultado final. Não foi possível saber a posição de Tite sobre o tema.

Rodrigo Mattos