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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Caboclo tentou dar valor milionário da CBF à funcionária que o denunciou

Rogério Caboclo é afastado da presidência da CBF  - Reprodução/Flickr CBF Oficial
Rogério Caboclo é afastado da presidência da CBF Imagem: Reprodução/Flickr CBF Oficial
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

12/06/2021 14h59

O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, tentou que a entidade pagasse uma indenização milionária para funcionária que o acusou formalmente de assédio sexual. O valor era entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões. Mas diretores da confederação rejeitaram o pagamento. A informação foi publicada inicialmente pelo "Globo Esporte" e confirmada pelo blog.

Havia dois meses que funcionários e diretores da CBF tinham conhecimento de uma acusação de assédio contra Caboclo. Até que o presidente apareceu com um pedido para demitir uma funcionária que trabalhava diretamente com ele. Alegou que teria de ser dada uma indenização para ela.

Só que o valor era bem mais alto que seria uma rescisão trabalhista. O valor mencionado por Caboclo era entre R$ 8 milhões e 10 milhões, segundo o da blog apurou. Esse montante causou estranheza entre funcionários porque seria muito superior aos direitos trabalhistas. Diretores da CBF rejeitaram a indenização.

Posteriormente, na última sexta-feira, a funcionária denunciou Caboclo por assédio sexual na Comissão de Ética da CBF. No domingo seguinte, ele foi afastado pela própria Comissão. Diretores da entidade concordaram com a medida.

Questionada, a assessoria de Caboclo afirmou: "O presidente da CBF, Rogério Caboclo, não tomou a iniciativa de propor acordo financeiro à funcionária da entidade. Ele recebeu a proposta de um terceiro com exigências de valores em troca de silêncio." Ao Fantástico, Caboclo alegou que a funcionária negociava um acordo de R$ 12 milhões para ficar calada. Ao mesmo programa, a defesa da funcionária negou. A funcionária não tem respondido mensagens da reportagem.

Rodrigo Mattos