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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Com saída de Caboclo, CBF quer manter Tite e reduzir tensão com jogadores

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

07/06/2021 04h00

A cúpula da CBF entende que o afastamento do presidente Rogério Caboclo acaba com a insegurança sobre a permanência do técnico Tite. Além disso, há uma expectativa de redução da tensão na relação com os jogadores. Lembremos que a comissão técnica e os jogadores ainda preparam um pronunciamento provavelmente crítico sobre a Copa América amanhã (8), após partidas das Eliminatórias.

O Comitê de Ética da CBF foi célere em afastar de forma provisória Caboclo da presidência ontem (6), dois dias após uma funcionária da entidade denunciá-lo por assédio sexual. A acusação foi revelada pelo "GE". O afastamento contou com o apoio de toda diretoria da CBF, incluindo vice-presidentes e diretores.

A partir do afastamento, assumiu a presidência o Coronel Nunes, que é o vice mais velho. Na realidade, um grupo de cinco vices - Castellar Neto, Francisco Novelleto, Gustavo Feijó, Fernando Sarney e Ednaldo Rodrigues - e diretores passou a comandar a entidade. Há dois objetivos iniciais: realizar a Copa América e resolver a crise no time brasileiro.

A relação de Tite era desgastada com Caboclo. Houve contrariedade do técnico e dos jogadores pela decisão repentina dele de receber a Copa América. Em reunião na Granja Comary, o dirigente tentou se explicar aos atletas, mas a situação piorou. E a palestra de Caboclo, antes da partida com o Equador, pelas Eliminatórias, tornou ainda mais insustentável a relação. Tanto Tite quanto Casemiro indicaram estar insatisfeitos com o torneio no Brasil.

Mas não houve nenhuma declaração ou posicionamento dos atletas de que não vão jogar a Copa América. Por isso, a diretoria da CBF espera abaixar a pressão do tema. E conta com Tite no comando do time. Não há nenhum movimento para trocá-lo do comando da seleção brasileira. Não há nenhuma procura por outro treinador.

Ainda é cedo, porém, para determinar que haverá paz na relação. Isso porque depende do nível de oposição dos jogadores à Copa América. Essa reposta será dada nos dois próximos dias.

Rodrigo Mattos