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Rodrigo Mattos

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Não é animadora a atuação recente do Flamengo na Libertadores

Gabigol tenta a jogada em Flamengo x Vélez pela Libertadores - Antonio Lacerda - Pool/Getty Images
Gabigol tenta a jogada em Flamengo x Vélez pela Libertadores Imagem: Antonio Lacerda - Pool/Getty Images
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

28/05/2021 00h28

Ao final do primeiro turno da fase de grupos da Libertadores, o Flamengo tinha o que festejar: era um futebol envolvente permeado por alguns erros defensivos. Mas, nos três jogos restantes desta etapa, o time rubro-negro praticou um jogo marcado por equívocos com alguns brilhos individuais. Por isso, este texto é tão oposto ao escrito há três semanas e deixa a dúvida de qual será a equipe que chegará ao mata-mata.

De início, o Flamengo parecia estranhíssimo em relação a atuações anteriores. Tinha menos posse de bola do que o Vélez, não aproveitava os espaços deixados pelo rival nas suas cotas, era espaçado, quase desinteressado pela partida. Um retrato da equipe era um Gerson se arrastando em campo em meio à negociação com o Olympique de Marseille. Não se sabe como isso o afetou.

Valia um primeiro lugar no grupo e, por isso, o time argentino avançou sua marcação e pressionou a saída de bola rubro-negra. Gerou algum incômodo, não o suficiente para tornar o jogo interessante. Do outro lado, o Flamengo criou uma chance de gol em 45min, um chute de Arrascaeta na trave.

A dupla de Gabigol e Pedro também estava muito estática. Mas era longe de ser o único problema, o time inteiro se movimentava pouco para gerar oportunidades de passes.

Era para Rogério Ceni fazer mudanças no intervalo, ele preferiu esperar para ver. O Flamengo voltou um tantinho mais interessado no jogo, um tantinho mais intenso no jogo. Foi o suficiente para dominar a bola, mas não para criar uma dinâmica ofensiva para criar suas costureiras chances de gol. Os dois da frente continuavam quase sem receber bolas, Pedro chutou uma no gol. Houve lances pelo alto. Na defesa, o Flamengo não sofreu.

O treinador demorou a mexer no time e só incluiu Vitinho e João Gomes no time quando faltam 15min para acabar. Restava pouco tempo para mudar uma noite insossa rubro-negra.

Rogério Ceni reconheceu o primeiro tempo abaixo, em uma rara autocrítica. Mas não foi uma atuação isolada. Já é a terceira atuação ruim seguida na competição sul-americana. Sem derrotas, acabou na liderança do grupo. A ver qual será o Flamengo que se apresentará nas oitavas-de-finais lá no futuro distante em que a Libertadores voltará a ser disputada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Rodrigo Mattos