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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Com renda reduzida de TV, Carioca não consegue pagar premiações

Gerson conduz a bola na primeira final do Carioca 2021, entre Flamengo e Fluminense - Alexandre Vidal / Flamengo
Gerson conduz a bola na primeira final do Carioca 2021, entre Flamengo e Fluminense Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

19/05/2021 04h00

Com Caio Blois

O Campeonato Carioca tem problemas para pagar a premiação do campeonato por conta da renda reduzida com venda de direitos de televisão. A questão vem sendo discutida entre os clubes e até agora não houve quitação de prêmios por fases. A Ferj confirmou que não haverá dinheiro para prêmio. Em 2021, o Estadual tem um modelo diferente que aposta principalmente no pay-per-view para gerar receita para os clubes.

Os direitos do Carioca foram vendidos em TV Aberta por apenas R$ 11 milhões para a Record. Desse total, apenas R$ 3 milhões sobrariam para os clubes, sendo o restante destinado à produção das imagens da competição, a Ferj e à empresa Sportsview. O plano era de que o grosso da renda viria da venda de pacotes de pay-per-view.

A negociação de pacotes foi bem-sucedida com um total de 200 mil assinantes, cerca de 90 mil por operadoras. O restante das vendas foi feito por canais dos clubes, com grande vantagem do Flamengo. Os times pequenos ficariam com 10% do valor do ppv. Mas isso é insuficiente para pagar prêmios.

Mas há uma discussão entre os clubes no momento de que a conta não fecha para pagar as premiações dos times. Pelo menos três clubes confirmaram o problema ao blog. Um dos dirigentes informou que o dinheiro para prêmios não existe. A Ferj confirmou: "Em 2021, a expectativa de receita não atingiu o número para a distribuição de prêmio."

Pela combinação, o campeão Carioca levaria R$ 2 milhões, o vice, R$ 1 milhão. Os vencedores da Taça Rio e da Taça Guanabara (Flamengo) ficariam com R$ 1 milhão cada. Ainda haveria outros R$ 500 mil para cada um dos semifinalistas do Carioca.

Esse valor pela fase semifinal não foi recebido pelos clubes, nem a Taça Guanabara. Mas, frequentemente, a federação do Rio deixa para pagar no final da competição esse tipo de cota. O problema é que não há garantia dinheiro para quitar esses valores.

Rodrigo Mattos