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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Fifa tenta liberar atletas para seleções; jogos estão ameaçados

Tite comanda a seleção brasileira durante partida contra o Uruguai pelas Eliminatórias - Raúl Martínez-Pool/Getty Images
Tite comanda a seleção brasileira durante partida contra o Uruguai pelas Eliminatórias Imagem: Raúl Martínez-Pool/Getty Images
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

03/03/2021 03h59

Ao contrário do que ocorreu no ano passado, a Fifa tem tido dificuldades para ajudar na liberação dos atletas de determinados países para os próximos jogos de seleções das eliminatórias. O agravamento da pandemia de coronavírus torna complicado que os países abram exceções para atletas. Os jogos da seleção no final de março estão ameaçados. Na América do Sul, dependem de decisão da Conmebol.

Com a pandemia, a Fifa estabeleceu regras especiais para liberação de jogadores. Os clubes não precisavam ceder jogadores para seleções no caso de países que tivesse quarentenas de mais de cinco dias na volta ou em que o local de destino tivesse restrições de viagens.

Mas, na última data de seleções, a Fifa conseguiu dos países exceções para os jogadores em relação às quarentenas. Com isso, foi possível realizar as eliminatórias da América do Sul dentro da normalidade em outubro e novembro.

Agora, o Brasil volta a jogar no final de março e início de abril pelas eliminatórias, sendo a primeira partida contra a Colômbia. A Fifa continua tentando diariamente obter exceções para os jogadores às regras de quarentena junto aos países. Mas os governos têm sido bem mais resistentes com o agravamento da pandemia.

O Brasil teria dificuldade de convocações da Alemanha, Itália e Inglaterra pelo menos. Espanha e França são mais flexíveis.

Neste momento, está tudo em aberto. As seleções podem ter que jogar sem os jogadores dos países com restrições, pode haver deslocamento de jogos ou até cancelamento. Já houve adiamento de partidas na Ásia. Na Europa, haverá mudanças de local.

No caso de adiamento, a Conmebol é a responsável pelas eliminatórias sul-americanas. Mas teria de fazer um acordo com a Fifa para arrumar novas datas para os jogos.

Rodrigo Mattos