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Rodrigo Mattos

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Renato toma mais uma lição de português e apela a fake news de arbitragem

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante a final da Copa do Brasil - Fernando Alves/AGIF
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante a final da Copa do Brasil Imagem: Fernando Alves/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

28/02/2021 23h03

Renato é o técnico mais longevo do futebol brasileiro e é uma instituição do Grêmio. Dito isso, suas ideias no time parecem absolutamente esgotadas. O Palmeiras se aproveitou disso, teve uma boa atuação dentro da sua proposta reativa de jogo e ganhou até com sobras a primeira perna da final da Copa do Brasil - mesmo com o surto de seu zagueiro Luan. Ao final, o treinador gremista voltou a jogar na conta da arbitragem sua derrota.

Não se pode dizer que foi um jogo vistoso, foi disputado e com poucas chances de gol, muita briga, pouca bola. Decidiu-se portanto pelo time com melhor treinador e com jogadores mais capazes, o Palmeiras.

De início, o time palmeirense exibiu uma marcação agressiva a partir do meio-campo, às vezes lá na frente. Parecia deixar claro que não seria o time decepcionante do Mundial. E assim foi. Encurralava um Grêmio absolutamente sem ideias, mesmo sem criar tantas chances de gol.

Abriu o placar na bola parada em jogada que pareceu ensaiada por Abel Ferreira. Rafael Veiga cobrou de forma eficiente em um ponto específico que foi atacado por Gustavo Gomez. Lembrou lances como os gols do Flamengo feitos contra o mesmo Grêmio na semifinal da Libertadores, em 2019. O time gremista marca a bola parada de forma individual, os rivais atacam as posições abertas. O goleiro Paulo Victor rebateu a bola para dentro: poderia ter pego, embora não seja uma falha clara. Na semifinal da Libertadores-2019, o goleiro falhou contra o mesmo rival.

O jogo se desenrolava com controle absoluto do Palmeiras também depois do intervalo. O time achava espaços na defesa rival inclusive com lances individuais como uma caneta de Rafael Veiga que só não resultou em gol por esses lances do acaso.

Tudo se desenrolava para uma vitória palmeirense tranquila até que Luan meteu o cotovelo de forma incompreensível na cara da Diego Souza. A expulsão justa deu um alento para o Grêmio. Com a entrada de Ferreirinha, mantido na reserva de forma incompreensível por Renato, o Grêmio ao mesmo tempo passou a ter a jogada individual pelo lado, a bola na área.

Era pouco e o Palmeiras se defendeu bem com Felipe Mello e Gustavo Gomez comandando a defesa. Restava ao Grêmio ficar gritando pênalti a qualquer lance duvidoso na área. Para quem dizia que exibia o "melhor futebol do Brasil", Renato Gaúcho apresentou muito pouco e foi batido, mais uma vez, por um português.

Ao final do jogo, Renato Gaúcho voltou a botar sua derrota na conta da arbitragem. Reclamou de lance irrelevante em que pedia pênalti, pediu critério da comissão de arbitragem. Foi uma espécie de fake news para desviar o foco da falta de futebol de seu time.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Rodrigo Mattos