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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

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Por que o Brasileiro não acabou e depende de decisão do STJD

Imagem do dossiê enviado pelo Vasco pedindo anulação do jogo contra o Inter. Intenção é mostrar que ombro de Rodrigo Dourado estaria à frente - Reprodução
Imagem do dossiê enviado pelo Vasco pedindo anulação do jogo contra o Inter. Intenção é mostrar que ombro de Rodrigo Dourado estaria à frente Imagem: Reprodução
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

26/02/2021 12h16

Ao final da quinta-feira, o Brasileiro teve a definição do seu campeão, de vagas na Libertadores e dos rebaixados. Mas o campeonato ainda está pendente de uma decisão do STJD relacionada ao pedido do Vasco de impugnação da partida contra o Internacional por falha do VAR. Uma posição do presidente do tribunal, Otávio Noronha, vai definir se a competição ainda vai se prolongar por mais tempo no tribunal. A questão tem influência no rebaixamento de Vasco e poderia afetar o Fortaleza.

Na antepenúltima rodada, o VAR não funcionou na revisão da posição de impedimento ou não de Rodrigo Dourado no gol do Internacional diante do Vasco. O clube carioca entrou com um pedido de impugnação da partida alegando que houve um erro de direito da arbitragem, isto é, deixar de aplicar as regras do jogo. Está previsto no artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva que é passível de anular a partida se isso for comprovado.

De início, Noronha aceitou a requisição do Vasco de que a CBF tivesse que apresentar as imagens e áudios do VAR. Esse vídeo mostra que houve falha na operação das linhas de impedimento por conta de um contraste com a sombra. No final, não é possível checar o impedimento e o árbitro do VAR José Cláudio Rocha afirma "gol legal". O auxiliar Danilo Manis, no campo, tinha validado o gol. Assim, o árbitro Flávio Rodrigues o confirma.

Em seu pedido de impugnação, o Vasco alega três pontos como erros de direitos: 1) falta de condições técnicas do uso do VAR 2) interferência do VAR sem condições mínimas para isso 3) pressa para definir o lance polêmico. Isso porque demorou entre 3 e 4 minutos para a arbitragem desistir da checagem e dar o gol.

O Inter já se posicionou contra a impugnação do jogo.

Resta agora ao presidente do tribunal, Otávio Noronha, decidir se reconhece o erro de direito e dá uma liminar para o Vasco em que suspende os efeitos do resultado do jogo. Caso negue a liminar ao clube carioca, o presidente do STJD encerra o caso e a tabela fica inalterada. Assim, será confirmado o rebaixamento do time vascaíno.

Se Noronha conceder a liminar, o campeonato ficará de fato em aberto até a conclusão do julgamento no STJD sobre o caso. Nesta hipótese, seriam tirados, de forma provisória, três pontos do Inter até que acabe a análise pelo pleno do tribunal. Caso o tribunal dê razão ao time carioca no julgamento, a partida teria de ser disputada novamente. Assim, o Vasco teria a chance de jogar por um empate para ficar na Série A e rebaixar o Fortaleza.

Não há prazo para Otávio Noronha se manifestar sobre o tema. A expectativa é de que o faça nos próximos dias.

Rodrigo Mattos