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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Como vão funcionar os contratos de Botafogo e Vasco na Série B

Yago Pikachu e Gustavo disputando bola em Corinthians x Vasco - Marcello Zambrana/AGIF
Yago Pikachu e Gustavo disputando bola em Corinthians x Vasco Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

25/02/2021 04h00

Clubes tradicionais, campeões brasileiros, Botafogo e Vasco vão disputar a Série B de 2021 (no caso vascaíno, ainda há chances matemática de escapar). Seus contratos por direitos de televisão com a Globo serão diferentes dos que eram aplicados até 2018 em casos de rebaixamento. Há redução de valores e opções a serem feitas pelos clubes, como já ocorreu com o Cruzeiro em 2020.

Em 2016, os clubes assinaram novos acordos com a Globo de forma individual. Em comum, todos acabaram com a salvaguarda que havia para clubes grandes, ou antigos membro do Clube dos 13. Antes, ao cair, eles mantinha a mesma cota de quando disputavam a Série A. No segundo ano, havia uma redução pela metade.

Pois bem, agora, os clubes rebaixados têm contratos que são válidos para Série A que podem ser transferidos para a Série B. Está estabelecido nos acordos que os clubes podem manter os seus direitos de ganhos no pay-per-view de acordo com a fatia da sua torcida entre assinantes. Ou podem aderir ao contrato coletivo da Segundona.

Para clubes de massa, é sempre mais interessante optar pela primeira opção. O Vasco prevê atingir em torno de R$ 30 milhões com ppv, já que tem em torno de 7% dos assinantes. O Botafogo pode ficar com algo próximo de metade pois tem pouco menos de 3% do público.

Se optassem por aderir ao contrato da Série B, os clubes entrariam em um racha do acordo que vale pouco menos de R$ 200 milhões no total. É distribuído de forma igualitária e gera entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões por clube. Ou seja, é um valor bem menor do que o que os dois times do Rio devem ganhar.

Apesar de só receber a fatia do ppv, já que seus jogos continuam no premiere da Globo, Botafogo e Vasco também cedem automaticamente seus direitos de TV Aberta. Mas não ganharão as cotas igualitárias, por exposição na TV ou por colocação no Brasileiro, exclusivas da Série A. Por isso, o Vasco estima uma perda de receita de TV de R$ 80 milhões.

Mas, haverá, sim, jogos dos dois times na Globo. Há previsão de passar partidas nas quartas-feiras como ocorre com o Cruzeiro. Ou seja, ao contrário do que ocorria anteriormente, a Série B não tem apenas jogos nas terças e sextas-feiras como antigamente.

Para a Globo, portanto, é um bom negócio já que continua podendo exibir times que dão boa audiência como Vasco e Cruzeiro sem precisar pagar para eles por TV Aberta. Em compensação, a emissora terá de fazer novos contratos com os clubes que estavam na Série B e subiram como América-MG, Cuiabá.