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Rodrigo Mattos

NOTÍCIA

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Brigas por taça, Libertadores e vaga na Série A valem dinheiro. Veja quanto

Talles Magno, do Vasco, e Rodinei, do Internacional, em partida válida pelo Brasileirão 2020 - Thiago Ribeiro/AGIF
Talles Magno, do Vasco, e Rodinei, do Internacional, em partida válida pelo Brasileirão 2020 Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

18/02/2021 04h00

As disputas no Brasileiro pelo título, Libertadores e rebaixamento valem bastante dinheiro, além do óbvio aspecto esportivo. Os números mostram que uma vaga na Série A tem mais valor até do que a taça nacional. Os montantes são definidos por cotas de TV da própria competição e dos torneios para os quais geram vagas.

Primeiro, ser campeão ou vice brasileiro não tem tanta diferença. Pela cota reajustada da Globo, o campeão fica com R$ 35 milhões, e o segundo colocado, R$ 33,2 milhões. Isso é válido para os times que têm os dois contratos com a Globo, caso do Flamengo. O Inter receberá a remuneração da parte do contrato da TV Aberta, e o restante da TV Fechada, pela Warner.

Além disso, o campeão garante a vaga na fase de grupos da Libertadores. São mais US$ 3 milhões (R$ 16,2 milhões). Por isso, é tão importante a disputa pelos 3o e 4o lugares na competição. Os dois times nessas colocações, hoje Atlético-MG e São Paulo, também garantem essa cota. Na premiação do Brasileiro, ganham cotas de R$ 29,7 e 31,5 milhões. O Fluminense, em quinto, ameaça os dois da frente na briga pela vaga direta na competição sul-americana.

A diferença da cota de TV por cada posição do Brasileiro gira em torno de R$ 1,8 milhão até chegar o meio da tabela, 10o lugar.

A partir do quinto lugar, os times classificados à pre-Libertadores garantem uma cota de US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões) pela segunda fase do torneio. Caso se classifiquem, podem somar mais US$ 550 mil pela fase seguinte e atingir os US$ 3 milhões. Com a final da Copa do Brasil, o Brasileiro vai dar vaga até o oitavo colocado, já que Grêmio e Palmeiras estão entre os primeiros.

Quem disputa essas vagas são Athletico, Grêmio, Santos, Corinthians e Red Bull Brangantino. Os times que ficarem entre quinto e décimo no Brasileiro terão cotas de TV entre R$ 19,2 milhões e R$ 28 milhões. A partir do 11o colocado, há uma queda de R$ 4 milhões no prêmio. Isso sempre considerando os valores da Globo para TV Aberta e TV Fechada, times da Warner têm valores diferentes.

Na segunda metade da tabela, a briga é pela Sul-Americana. Neste caso, haverá seis vagas até o 14o colocado. A Conmebol reformou a competição, criou uma fase de grupos e aumentou a premiação. Assim, haverá US$ 900 mil para quem se classificar ou R$ 4,9 milhões. Além dos times envolvidos na disputa da pre-Libertadores, Ceará, Atlético-GO, Sport e Fortaleza são candidatos a essas vagas.

Por fim, a briga mais importante financeiramente é a contra o rebaixamento. Essa disputa se desenha entre Vasco e Bahia por uma vaga na Série A. Ainda há chance de queda de Sport e Fortaleza, mas bem menor já que têm quatro e cinco pontos de frente para a zona. E o Goiás ainda pode fugir do descenso, embora com chances mais remotas.

O rebaixamento significa um prejuízo entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões. Explica-se: não há premiação na cota da Globo para quem cair à Série B, ou seja, o time não ganha nem os R$ 11.9 milhões disponíveis para o 16o colocado. Alguns clubes chegaram a propor que os rebaixados também tivessem premiação, mas o Athletico-PR vetou a medida.

Além disso, o clube perde entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões do contrato da Série A de 2021. O valor varia porque há uma cota por exibição que dependem de quantos jogos da equipe são exibidos na TV Aberta e Fechada.

Rodrigo Mattos