PUBLICIDADE
Topo

Rodrigo Mattos

Final terá transmissão global e torcidas longe até do entorno do Maracanã

Weverton, minutos depois da classificação do Palmeiras para a final da Libertadores - Staff Images/Conmebol
Weverton, minutos depois da classificação do Palmeiras para a final da Libertadores Imagem: Staff Images/Conmebol
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

14/01/2021 04h00

Sem poder ter público, a Conmebol prepara uma produção para transmissão global ampla da final única da Libertadores entre Palmeiras e Santos. Ao mesmo tempo, haverá medidas para evitar a aproximação das torcidas no entorno do estádio por conta da pandemia do coronavírus. Ambas as torcidas protagonizaram aglomerações em volta de seus estádios nas semifinais.

Desde 2019, é a Conmebol quem faz a produção de imagens da Libertadores e tem uma agência para comercializar pelo mundo. Na primeira decisão, entre Flamengo x River Plate, conseguiu acordos para levar o jogo a 186 países. Esse número deve ser parecido na final de 2020.

A diferença é que a Conmebol tem incrementado as transmissões com novas câmeras e novos acordos para aumentar a expansão do jogo. Em relação à produção, serão 27 câmeras, padrão parecido com o da final da Champions League. Na final da Copa do Mundo-2018, na Rússia, foram 35 câmeras.

Na América do Sul, haverá transmissão em TV Aberta pelo SBT, e na TV Fechada pela Fox. Na América do Sul, o Facebook é a plataforma dona dos direitos abertos, com a ESPN/FOX com as transmissões pelo mundo.

A prioridade é esse mercado e, por isso, a Conmebol insistiu tanto pelo horário de 17 horas e pediu à CBF que retirasse jogos do Brasileiro deste horário. A expectativa é de que o evento possa ter até três horas de transmissão já que pode ter prorrogação, pênaltis e premiação.

A final passará ainda em TV a Cabo para o México e EUA, na Claro e na BeIn. Antes, o mercado mexicano só era atingido por meios digitais. A BBC também ampliou sua presença com um acordo para sete jogos da competição e passará a final em TV Aberta no Reino Unido.

Uma estratégia é que a Conmebol já entrega o produto pronto para o comprador com narração e comentários em inglês e espanhol, dependendo do mercado. Isso melhora a divulgação do produto.

Na produção do evento em si, a Conmebol se viu frustrada na sua intenção de ter pelo menos um público reduzido ou de patrocinadores. Só poderá haver jornalistas já que o Estado e prefeitura do Rio cancelaram um decreto que liberava público em estádios.

Sendo assim, o plano de segurança vai repetir um perímetro de segurança como foi feito em Lima na primeira final. Havia cercas a 4 km do estádio para evitar a presença de pessoas sem ingresso ou credencial.

Como não haverá venda de ingressos, desta vez, o objetivo será evitar aglomerações ou corredores de torcedores em volta do Maracanã. Na semifinal, a torcida palmeirense esteve em volta do Allianz para receber jogadores. Isso também ocorreu na Vila Belmiro com grande grupo de santistas sem máscara. A tendência é que isso não seja permitido.

Ainda não está claro se haverá um plano do governo do Estado do Rio para evitar aglomerações de torcedores dos times que venham à cidade. Não será algo fácil de conter.

Rodrigo Mattos