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Rodrigo Mattos

Champions indica preferência à TV aberta em licitação de direitos no Brasil

Neymar comemora gol do PSG sobre o Istanbul pela Liga dos Campeões - Franck Fife/AFP
Neymar comemora gol do PSG sobre o Istanbul pela Liga dos Campeões Imagem: Franck Fife/AFP
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

04/01/2021 04h00

A Uefa prepara os termos da concorrência para os direitos de transmissão da Liga dos Campeões para o Brasil a partir da temporada 2021/2022. O documento, que deve ser enviado a empresas do país em janeiro, mostrará preferência para um pacote de jogos para TV aberta. Isso não significa, no entanto, que seja certo que um canal do tipo voltará a exibir a competição.

Atualmente, Facebook e Turner dividem os direitos da Liga dos Campeões no Brasil, sendo que a plataforma de redes sociais ocupa a faixa da TV aberta. Sua proposta fez a Globo desistir da concorrência no meio de 2018. Com isso, a emissora carioca, que transmitia jogos importantes e finais, deixou de exibir a competição.

A Uefa avalia que a Liga dos Campeões perdeu visibilidade longe da TV aberta. Isso apesar de o Facebook ter divulgado que vem atingindo índices recorde de audiência em jogos relevantes da competição.

Por isso, a Team, grupo responsável pela concorrência da Liga dos Campeões, pretende incluir a preferência para que uma TV Aberta compre um dos pacotes de jogos. A Uefa tinha ideia semelhante na última rodada de negociações, mas a proposta financeiramente superior de Facebook e Turner fez a entidade mudar de ideia.

Agora, a dúvida é se a Uefa vai priorizar a maior visibilidade, dando melhores condições para uma TV aberta adquirir os direitos, ou se vai continuar aceitando a melhor proposta. No mercado, há quem aposte que o lado financeiro vai continuar a ser preponderante.

Do ponto de vista da Globo, a Liga dos Campeões é uma competição atrativa que dá retorno. Mas há um problema: seus jogos não são no horário nobre da televisão brasileira. Assim, é impossível usá-la para substituir, por exemplo, a Libertadores.

Rodrigo Mattos