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Rodrigo Mattos

Briga Conmebol x Globo afeta venda da Copa América. Amazon se interessa

Jogadores da seleção brasileira pouco antes de receberem o troféu da Copa América 2019 - Kaz Photography/Getty Images
Jogadores da seleção brasileira pouco antes de receberem o troféu da Copa América 2019 Imagem: Kaz Photography/Getty Images
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

22/12/2020 04h10

A menos de seis meses do seu início, a Copa América da Argentina e Colômbia ainda não teve fechados os seus direitos de transmissão para o Brasil. Um dos fatores que impacta a negociação é a briga entre a Conmebol e a Globo resultado da disputa pela Libertadores. Mas já houve propostas e demonstrações de interesse, inclusive da Amazon.

Diante de um cenário difícil de direitos, a Conmebol desistiu da concorrência formal pelos direitos da Copa América e conversa diretamente com as emissoras. A intenção é fechar em janeiro de 2021 a venda da competição - seu início está marcado para junho.

No pacote, há uma garantia de 5 jogos da seleção brasileira pelo novo formato da competição. Além disso, há a possibilidade de ser a última Copa América de Messi.

Para vender em janeiro, um ponto-chave é o relacionamento entre Globo e Conmebol. Após a rescisão do contrato da Libertadores feita pela Globo, a Conmebol entrou com um processo em tribunal de arbitragem pedindo uma indenização de mais de US$ 100 milhões. Isso obviamente pressiona a relação entre as partes e o caixa da Globo.

Um acordo entre a emissora e a Conmebol para a Copa América, portanto, poderia passar por um acerto relacionado ao processo. Isso abriria as portas também para a Globo voltar a concorrer pela Libertadores para 2023 ao final do atual contrato. Executivos da emissora já foram a Assunção aparar arestas com a diretoria da Conmebol já que a recisão de contrato com conflito entre as partes.

Mas, se não houver uma resolução da briga, não há uma impedimento de a Globo comprar os direitos da Copa América. De fato, a emissora já fez uma proposta pela competição que não foi aceita pela Conmebol por ser baixa.

O outro concorrente pela TV Aberta é o SBT. Band e Record não têm condições de compras. Mas, se não houver a participação da Globo, a tendência é o valor cair bastante.

Em outro campo, de TV Paga, há o interesse da Amazon. A empresa norte-americana tem comprado fatias de direitos de competições pelo mundo para turbinar seu pacote de Amazon Prime. Então, pode fazer o mesmo com a Copa América no Brasil. Já chegou a fazer proposta ao Red Bull Bragantino pelos direitos do Brasileiro. Há ainda a opção de TV paga dentro da Conmebol TV, que vende pacotes no Brasil e presente à Band em projeto com a Claro e a Sky.

A última Copa América rendeu um total de US$ 160 milhões para a Conmebol, entre TV e patrocínios. Esse é o patamar que a competição tenta manter, embora exista dificuldade principalmente pelos ingressos por conta da pandemia e de os mercados argentinos e brasileiro.

Quem negocia os direitos da Copa América, com aval da Conmebol, é a Dentsu. A agência de marketing esportivo ganhou os direitos de vender a competição por dar uma garantia mínima de ganho à entidade sul-americana. Ou seja, não há possibilidades de a confederação ficar no prejuízo, porém, pode arrecadar menos do que o esperado.