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Rodrigo Mattos

Juiz não ouviu 2º aviso do VAR em gol anulado do São Paulo. CBF apura caso

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

26/11/2020 12h26

Com Pedro Ivo de Almeida

A demora da anulação do gol de Pablo, para o São Paulo, ocorreu por um problema de comunicação entre o árbitro Wagner Nascimento Magalhães e a sala de VAR. Essa é a versão inicial para o caso. A CBF, no entanto, ainda analisa áudios e imagens do árbitro de vídeo para ter uma conclusão definitiva sobre o episódio.

O atraso de tomar uma decisão por parte do juiz gera questionamentos da diretoria do São Paulo que analisa a possibilidade de pedir a anulação da partida por erro de direito, já que a partida foi reiniciada antes da anulação do gol.

No lance, Reinaldo chuta a bola que desvia em um jogador do Ceará e sobra para um impedido Pablo que não consegue o domínio. Depois disso, a bola ainda bate e rebate antes de sobrar para o mesmo Pablo fazer o gol.

Inicialmente, o auxiliar Thiago Rosa de Oliveira invalidou o gol. Só que, depois disso, o VAR comandado pelo árbitro Carlos Eduardo Braga decidiu por legitimar o gol. A justificativa dada internamente é que o árbitro de vídeo só tinha analisado o lance final do gol em que Pablo estava em posição legal. Então, avisou Wagner Magalhães para validar o tento, o que foi feito por ele.

Depois disso, o VAR analisa a posição de Pablo após o chute de Reinaldo e constata o impedimento. Pela versão inicial do trio de arbitragem, há um novo chamado para o árbitro Wagner Magalhães só que ele não escuta de cara porque está dando um cartão amarelo. Houve um hiato de comunicação, segundo pessoa com acesso ao processo. Como resultado, ele reinicia a partida. A partir daí, enfim, o juiz de campo ouve o novo chamado do VAR e decide por anular novamente o gol.

Na súmula do jogo, Wagner Magalhães relatou nada ter havido de anormal na partida.

A CBF ainda não tem uma conclusão sobre o caso. A comissão de arbitragem escuta os áudios e imagens do VAR para entender o que ocorreu de fato, e deve ter um relato mais preciso em breve.

O São Paulo já informou que pedirá acesso aos áudios e imagens do VAR e estuda o pedido de anulação da partida. O diretor do clube, Raí, classificou a falha da arbitragem como absurda.

O erro de procedimento, ou falha na comunicação, pode enfraquecer o pleito do clube de alegar que o árbitro cometeu um erro de direito, isto é, descumpriu a regra. Mas o clube ainda tem o fato de que o jogo foi reiniciado, ainda que por breves segundos, antes da anulação do gol.

Rodrigo Mattos