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Blog do Rodrigo Mattos

Após início com 3 surtos, CBF não vê risco de Brasileiro inviável por Covid

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

11/08/2020 03h59

Após três surtos de coronavírus em times na estreia do Brasileiro - CSA, Goiás e Imperatriz -, a CBF foi obrigada a modificar os protocolos de testagem, deixando como opção para os clubes os locais de exames. Ainda foram ampliados os exames para todos os membros dos elencos. O início gerou críticas e desconfiança nos times. A diretoria da confederação, no entanto, não vê risco de a Série A se tornar inviável por conta de adiamentos por Covid.

Em entrevista ao blog, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, defendeu os protocolos da entidade como em aperfeiçoamento. E entendeu que o Brasileiro vai continuar com ajustes e não será sua continuidade ameaçada pela Covid.

"Nossa visão é que não (há ameaça). Acreditamos que o protocolo tem uma consistência, tem um acompanhamento além dos membros. Os testes foram feitos em uma quantidade grande. Malha aérea, está sendo reativada. Nenhum momento (risco de parar o campeonato), zero inviabilidade. Tem um sentimento natural catastrofista no início, são casos localizados. Cesta muito maior de jogos. Foi dado encaminhamento correto pela CBF."

A confederação segue sem uma regra fixa para o adiamento dos jogos. Não há um número máximo de contaminados para determinar quando uma partida não ocorrerá, apesar de alguns clubes terem sugerido essa medida à CBF. Questionado, Feldman defende que o procedimento não causará risco de contaminação em massa.

"Não necessariamente. Essa contaminação tem muitas características diferentes. Pode não acontecer nada por caraterísticas próprias. Não significa que tem 10,11 positivos e causará. Sempre fará os testes acompanhando de outros pontos, ampliando o número de testados. Neste momento, não está estabelecido um número para adiar o jogo. Há uma margem grande de adequação. Informações científicas estão evoluindo e o protocolo também. Um exemplo é a redução de quarentena, 10 dias, baseado nas orientações do CDC", defendeu Feldman.

Assim, a partida do Goiás, na quarta-feira, diante do Athlético-PR, está mantida mesmo com dez jogadores infectados pelo teste de domingo. Para Feldman, o número de clubes com grupos grandes de testes positivos não foi alto considerando que foram 30 jogos nas três divisões.

Nas mudanças no protocolo da CBF, houve um reconhecimento de que o Hospital Einstein não conseguia cumprir a logística de realizar os testes em todo país antes de os clubes viajarem. Agora, os exames podem ser feitos pelos clubes em laboratórios credenciados e serão entregues à CBF 12 horas antes das viagens ou 24 horas antes da partida, no caso dos times mandantes.

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