PUBLICIDADE
Topo

Blog do Rodrigo Mattos

Testes de Covid de equipe recusados pelo Corinthians custam R$ 6 mil

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

03/08/2020 16h28

A diretoria do Corinthians se recusa a fazer testes de coronavírus em seus jogadores e comissão técnica antes da final do Paulista. Há uma base no protocolo de operação de jogo para o Campeonato Paulista que não obriga a exames em todos os jogos. Mas tem sido uma prática porque os testes custam apenas R$ 6 mil para toda a delegação.

Pelo protocolo, a FPF teve que fazer testes em todos os jogadores antes do reinício do Paulista, o que foi realizado no Hospital Albert Eistein. A partir daí, os jogadores ficam confinados em concentração. A partir daí, os testes são realizados e bancados pelos clubes que decidem onde fazer.

"O protocolo prevê que todos os 16 clubes fiquem concentrados em locais previamente definidos e preparados durante todo período de jogos da competição. Isso permite maior controle das variáveis por serem grupos fechados e previamente testados, sob maior supervisão."

A delegação de cada agremiação tem 38 ou 39 pessoas, considerando o time visitante. São 23 jogadores, 10 membros da comissão técnica, 2 seguranças e quatro pessoas da comunicação. No caso do clube mandante, é possível que sejam necessárias pessoas extras de estafe - a primeira partida será na Arena Corinthians.

No Einsten, cada um dos exames de RT-PCR custa R$ 160,00. Para testar toda a delegação como visitante, seriam necessários em torno de R$ 6 mil para custear todos os testes para o pessoal de campo. O laboratório errou 26 testes de coronavírus do Red Bull Bragantino na semifinal do Paulista, contra o Corinthians, o que deixou sete titulares sem treinar por dois dias antes da partida.

No Campeonato Carioca, era obrigatório que todos os jogadores fossem testados antes de cada jogo. Também será assim no Brasileiro e na Libertadores. Um dirigente de clube que disputa o Paulista ouvido pelo blogo entende que era necessário, sim, realizar testes todos os jogos porque os jogadores. Sua alegação é de que os jogadores, mesmo concentrados, continuam a ter contatos com pessoas que não estão confinados como funcionários de hotéis e estádios. Portanto, esse dirigente que é equivocada a premissa de que atletas concentrados estão plenamente seguros.

Em nota, o Corinthians informou seguir os protocolos da FPF:

"O Sport Club Corinthians Paulista vem a público esclarecer as informações equivocadas veiculadas na imprensa sobre a realização dos testes de Covid-19 em seus atletas.

Conforme o protocolo elaborado pela Federação Paulista de Futebol e seu comitê médico, aprovado e exigido pelo Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e prefeituras de todas as cidades dos clubes participantes, o Corinthians cumpriu o confinamento de seus atletas e comissão técnica, seguindo à risca o acordo, diferentemente da Sociedade Esportiva Palmeiras que descumpriu e liberou seus atletas depois de cada partida, o que nunca foi permitido.

No SCCP, além dos atletas e da comissão, também seguem o mesmo protocolo de confinamento na concentração todos os funcionários envolvidos nas atividades diárias do Centro de Treinamento. Além disso, o Clube realizou duas baterias de exames durante esse período.

Prezando a saúde desde o início da pandemia, o Corinthians zela pelos cuidados de seus atletas e colaboradores e, por isso, mantém sua delegação em confinamento há 14 dias, período este em que todos estão privados do convívio de suas famílias. Não aceitamos que o ônus da irresponsabilidade seja transferido para quem cumpriu todos esses requisitos.

A diretoria do Timão ressalta ainda que nenhuma tentativa de tumultuar o ambiente será admitida e repudia a prática que se repete há três anos, quando a equipe chegou às finais do Estadual consecutivamente."

Blog do Rodrigo Mattos