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Rony: Por que Palmeiras assumiu risco mesmo ciente de possível suspensão

Rony durante treino com o Palmeiras - Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Rony durante treino com o Palmeiras Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

14/07/2020 04h00

Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

A ação do clube japonês Albirex Niigata que levou a Fifa a suspender Rony não foi surpresa para o Palmeiras. O clube sabia da situação desde que o contratou, via risco baixo em punição dele e ainda acredita que sua pena será reduzida. Não se descarta, no entanto, uma suspensão temporária do contrato do atleta se a sanção for mantida - como informou o repórter Pedro Lopes na coluna "De Primeira" de hoje (14).

Quando negociava a contratação de Rony, o Palmeiras tinha sido informado sobre a ação do Albirex Niigata que corria desde o ano passado. O imbróglio entre o clube japonês e o jogador, por sinal, foi o que impediu o time alviverde de contratar o atleta quando ele voltou ao Brasil em 2018.

Na ocasião, o time alviverde entendeu que havia chance de punição ao clube pela Fifa caso fechasse com o atleta. Foi exatamente o que ocorreu com o Athletico-PR que foi punido com uma indenização de US$ 1,3 milhão.

Posteriormente, no início de 2020, o Palmeiras foi atrás do jogador, então sob contrato do time paranaense. No entendimento palmeirense, ali, já não havia mais risco de punição ao clube paulista e as chances eram pequenas de suspensão do jogador - podia ser punido de forma pecuniária.

"Essa decisão pode ser diminuída ou até extinta. O contrato do jogador é longo, a gente continua entendendo que é um investimento extremamente interessante para o Palmeiras, até pela qualidade desse jogador. A gente continua entendendo que foi uma boa contratação", analisou o executivo de futebol palmeirense, Anderson Barros.

"É uma ação que é gerida pelo próprio atleta e seus representantes, em nenhum momento o Palmeiras foi citado no processo. O Palmeiras pode dar o suporte, faz a orientação, porque o atleta é nosso. Ele tem o advogado dele", complementou o dirigente.

A pena de quatro meses de suspensão imposta pelo Comitê de Disputa da Fifa foi considerada desproporcional dentro do Palmeiras e fora da jurisprudência das cortes da entidade. A visão palmeirense é de que há boas chances de obter um efeito suspensivo até a conclusão do tribunal. E, nas últimas instâncias, pode reduzir ou eliminar a pena nos tribunais superiores. O advogado do jogador que tocará os recursos, já que o Palmeiras não é parte.

Em sua decisão, a Câmara da Fifa afirmou: "Na visão de todos esses fatos, a Câmara conclui que o jogador não tinha uma justa causa para terminar o contrato em 26 de julho de 2018 e deveria assim aguentar as consequências financeiras e esportivas da sua injustificável rompimento do contrato empregatício concluído com o Albirex para as temporadas 2017, 2018 e 2019."

Se Rony não conseguir diminuir a sua pena, o Palmeiras entende que pode suspender seu contrato ou prorroga-lo durante o período em que ele permanecer sem poder jogar. Esse é o último recurso.

Blog do Rodrigo Mattos