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Clubes e CBF discutem contratos de imagem de atletas e antecipar férias

Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

20/03/2020 04h00

Marcada para esta sexta-feira, uma reunião entre dirigentes da Comissão de Clubes da CBF vai discutir medidas de emergência para os compromissos com os jogadores. Devem participar todos os clubes e a confederação. A ideia é sair com uma posição conjunta para minimizar os danos dos clubes por estarem pagando atletas sem que ocorram jogos e, portanto, com receitas comprometidas. Entre as medidas a serem debatidas estão a antecipação das férias e até suspensão de contratos de imagem.

A reunião será feita por conferência telefônica. As pautas saíram de conversas de dirigentes de clubes e chegaram à CBF. A entidade decidiu marcar um encontro para discutir uma solução coletiva.

A preocupação de dirigentes é que, com a paralisação das partidas, as receitas podem ser afetadas, incluindo televisão, patrocínio e bilheteria. Por enquanto, não houve efeitos diretos, mas há enorme preocupação de cartolas de que isso ocorrerá nas próximas semanas.

Com isso, os dirigentes têm medo de não conseguir cumprir pagamento de salários dos jogadores. Uma das primeiras medidas estudadas é antecipar as férias. Há uma proposta de já dar 15 dias de férias agora e outros 15 dias fracionados. E há quem defenda já dar 30 dias de férias para os jogadores para que elas possam jogar em datas em dezembro.

Essa discussão é admitida pela Federação Nacional de Atletas Profissionais. A entidade espera uma postura da CBF e dos clubes para saber como atuar em relação a isso.

Fora isso, há dirigentes que defenderam a possibilidade de não pagar contratos de direitos de imagem, com a alegação de que não estão usando a imagem dos atletas. A questão é que mudança da legislação pelo Profut associou o direito de imagem ao salário ao limita-lo a 40% do total recebido pelos atletas. Nestas circunstâncias, um corte pode levar ao questionamento judicial. Outra discussão seria a suspensão de contratos com a retomada após a parada.

Neste contexto, a ideia do clubes é ter propostas conjuntas e feitas com aceitação dos sindicatos de jogadores. Assim, poderia haver um consenso para evitar questionamentos posteriores. Tudo isso, obviamente, considera que os clubes ainda não sabem de quanto tempo será a parada pelo coronavírus. Mas a intenção é determinar medidas com urgência.

Blog do Rodrigo Mattos