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Blog do Rodrigo Mattos


Após fala de Bolsonaro, governo contata CBF sobre suspensão ao futebol

Frame da entrevista concedida por Bolsonaro à CBB Brasil ontem (15) - Reprodução/CNN Brasil
Frame da entrevista concedida por Bolsonaro à CBB Brasil ontem (15) Imagem: Reprodução/CNN Brasil
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

16/03/2020 15h01

A presidência da República procurou a diretoria da CBF para conversar sobre a decisão de suspensão das competições nacionais determinada no domingo. Ainda não houve o diálogo, então, não dá para saber a posição da presidência sobre o assunto. No domingo, entrevista à CNN, o presidente Jair Bolsonaro classificou como histerismo proibir futebol e disse que iria falar com a CBF para vender parte dos ingressos.

"Teve um contato do governo, entrou em contato para abrir um diálogo. Não sei o que querem, por enquanto, só conversar. Nosso contato antes era com o Ministério da Saúde", contou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman.

O dirigente explicou que a decisão da CBF de cancelar de competições nacionais foi bastante amadurecida dentro da entidade. Houve conversas com clubes, federações estaduais e atletas antes da decisão. A primeira decisão de suspender jogos apenas no Rio e em São Paulo foi baseada em orientação do Ministério da Saúde com quem a confederação vinha conversando.

"Na sexta-feira, tivemos aquela primeira nota com a restrição ao Rio e São Paulo porque havia transmissão comunitária. Depois disso, vimos dados estatísticos, conversamos com clubes, entidades de atletas. Fomos amadurecemos até a decisão de domingo (suspensão por tempo indeterminado dos jogos), temos que antecipar complicações", contou Feldman. Ele ressaltou que também analisou o que ocorre no mundo.

Em seguida, na segunda-feira, as federações do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul determinaram suspensões de jogos. Houve protestos de jogadores em alguns Estados deixando claro que acreditavam que deveria haver o cancelamento dos jogos.

No domingo à noite, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro, criticou a decisão da CBF em entrevista à CNN: "Quando você proíbe jogo de futebol, você está partindo para o histerismo. A CBF, a gente vai se reunir amanhã, poderia no caso vender um percentual de ingressos, levando-se em conta quando comporta nas arquibancadas. Não partir simplesmente para proibir isso ou aquilo. Por que não vai, no meu entender, conter a expansão desta forma muito rígida. Temos que tomar providência, mas sem histerismo."

A orientação do Ministério da Saúde, em documento de sexta-feira, era recomendação de cancelar e suspender eventos esportivos de massa em todas as unidades da federação. Quando não fosse possível, que os jogos fossem realizados em portões fechados.

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