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Questionamento incomoda, e Juninho se defende sobre conflito com Ituano

Juninho Paulista, durante entrevista coletiva na seleção brasileira - Felipe Moreno / MoWA Press
Juninho Paulista, durante entrevista coletiva na seleção brasileira Imagem: Felipe Moreno / MoWA Press
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

06/03/2020 14h22

O coordenador de seleções, Juninho Paulista, foi questionado pela primeira vez diretamente pela relação que manteve com o Ituano enquanto ocupava cargos na CBF e se defendeu apontando que seu histórico deveria ser levado em conta. Para o dirigente, o assunto está resolvido e a diretoria da confederação já referendou sua permanência. Ele mostrou incômodo com o tema.

Juninho chegou à CBF em abril de 2019 como diretor de desenvolvimento. Passou para o cargo de dirigente de seleções no meio do ano. Até novembro se manteve como sócio da empresa JP gerenciamento que participa da administração do Ituano, clube que atuava. Depois, seguia como usufrutuário (beneficiário de lucros) da empresa.

O Código de Ética da CBF veta acúmulo de cargo em clube e em entidade cujos atos possam influenciar a favor do time.

Durante a entrevista coletiva de Tite, de convocação da seleção principal, Juninho disse que seguiu uma orientação jurídica para manter a relação. "Estou muito seguro da minha competência para exercer para gerir minhas funções. Orientação jurídica de meus advogados. Perante a gestão da CBF está tudo ok", disse o dirigente ao ser questionado sobre o assunto.

Posteriormente, questionado pela reportagem do UOL Esporte, defendeu que a imprensa tinha que olhar para seu histórico quando trata do assunto porque se tratava de uma hipótese de que ele se beneficiar, não um fato. "Quando você dá uma nota, você tem que olhar para a pessoa. Cheguei a esse cargo com a minha idoneidade. Se é uma situação de hipótese, que não aconteceu, tem que olhar para a pessoa", disse, mostrando incômodo com o tema.

Em seguida, Juninho defendeu que foi necessário um tempo para se desvincular do Ituano. "Estive no Ituano por dez anos. Quando vim para cá, eu saí completamente da gestão. Agora você tem empresa no Brasil? Tem burocracia", disse. E encerrou dizendo que o assunto estava resolvido.

Depois, na convocação da seleção pre-olímpica, o técnico André Jardine chamou Gabriel Martinelli, atacante do Arsenal. O time inglês comprou o jogador do Ituano quando Juninho ainda era diretor. Posteriormente, como diretor de seleções, ele conversou com o jogador sobre sua convocação, como informou o coordenador da base, Branco.

Blog do Rodrigo Mattos