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Brasil tem domínio inédito em primeira rodada da 'nova Libertadores'

Everton Ribeiro finaliza para fazer o segundo gol do Flamengo sobre o Junior Barranquilla - Alexandre Vidal / Flamengo
Everton Ribeiro finaliza para fazer o segundo gol do Flamengo sobre o Junior Barranquilla Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

06/03/2020 04h00

Ao final da primeira rodada, seis dos sete times brasileiros ganharam seus jogos: é um feito inédito nas quatro edições da nova Libertadores. Desde 2017, a Conmebol inchou o número de equipes nacionais na competição: o país tem sete vagas garantidas. E, na edição de 2020, conseguiram 86% de aproveitamento nas suas estreias na competição.

Na terça-feira, Internacional, Athletico-PR, Grêmio e Santos ganharam seus confrontos, sendo que os dois últimos venceram fora de seus domínios. Como visitantes, Palmeiras e Flamengo somaram mais duas vitórias na quarta-feira. E, na quinta-feira, o São Paulo foi o único a ser derrotado.

Em 2017, primeiro ano do novo formato da Libertadores, o Brasil teve um rendimento de 62% dos pontos na primeira rodada, com três vitórias e quatro empates. No ano seguinte, as equipes nacionais largaram mal, com 28% dos pontos e apenas uma vitória. No ano passado, de novo, obtiveram 62% dos pontos possíveis com quatro triunfos.

Já o início desta temporada pode indicar um fortalecimento dos times brasileiros na competição. Como mandante, o Internacional teve amplo domínio com 20 conclusões a gol e 55% da posse de bola sobre o Universidad Catolica - não por acaso fez três gols. Também foi assim com o Athletico-PR que teve a bola por 67% do tempo diante do Peñarol e quase o quádruplo de conclusões: venceu por um gol.

Mesmo o Grêmio, visitante, também controlou o jogo diante do América de Cali para bate-lo por dois gols. É verdade que teve menos posse de bola, mas as conclusões do time rival foram pouco efetivas. O Santos teve um confronto mais igual contra o Defensa Y Justiça: o rival teve domínio da bola, mas o time brasileiro foi mais efetivo para virar o placar. Por fim, na quarta-feira, Palmeiras e Flamengo estiveram longe de ser brilhantes, mas ganharam por terem melhores jogadores. O time paulista teve mais posse de bola com 58%, e houve um equilíbrio nos arremates a gol (Palmeiras 10 x 12 Tigres).

Campeão, o Flamengo não teve o controle absoluto do jogo que é sua característica. Ainda assim, teve mais a bola do que o Junior Barranquilla que teve um número maior de arremate a gols (7 x 11). A vitória rubro-negra refletiu um time melhor do que o colombiano, na eficiência nas conclusões e individualmente.

O ponto fora da curva foi o São Paulo. Jogando na altitude diante do Binacional, o tricolor paulista jogou melhor no primeiro tempo, mas tomou uma virada depois do intervalo. No geral, teve mais posse de bola e mais arremates a gol, o que se provou insuficiente para vencer.

Desde a Libertadores de 2017, com mais brasileiros, os times nacionais já conseguiram ganhar duas edições (Grêmio e Flamengo), revertendo um período anterior de três anos sem título. Agora, dominam a primeira rodada. Resta saber se esses ainda são sinais isolados ou se já configuram um quadro em que o país vai impondo seu maior poderio financeiro e de participantes sobre os rivais do continente. Só a sequência da competição vai responder essa questão.

Blog do Rodrigo Mattos