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Blog do Rodrigo Mattos


Clubes pedirão antecipação de pagamentos de premiação do Brasileiro à Globo

Alexandre Campello, presidente do Vasco e da comissão de clubes na CBF: "Vamos conversar com a Globo" - Paulo Fernandes / Vasco
Alexandre Campello, presidente do Vasco e da comissão de clubes na CBF: "Vamos conversar com a Globo" Imagem: Paulo Fernandes / Vasco
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

26/02/2020 04h00

Em meio à provável mudança de premiação do Brasileiro, os clubes reivindicarão à Globo também uma antecipação de pagamentos de parte dessa fatia. Atualmente, os valores dos direitos do Brasileiro por posição só são quitados em dezembro após o campeonato. A tese dos dirigentes de agremiação é que, na nova fórmula, todos os times passarão a ganhar um mínimo garantido e portanto podem receber esse valor antes.

Desde que houve mudança no contrato da Série A, em 2019, os clubes têm reclamado de problemas no fluxo de caixa porque os pagamentos passaram a ser mais concentrados no segundo semestre. Dirigentes atribuem a este fato inclusive atrasos salariais na última temporada já que as agremiações tinham menos receitas de televisão no início do ano.

Essa alteração ocorreu por conta da fatia variável do dinheiro de televisão do Brasileiro. Em 2019, 30% do contrata da Globo era distribuído por posição. Só tinha direito quem chegava pelo menos à 16ª posição. Assim, os clubes só podiam receber o dinheiro em dezembro ao final do campeonato quando sabiam suas colocações.

Agora, os clubes deixaram encaminhada uma alteração na premiação pela qual todos os times têm direito a receber um mínimo. O último ficaria com R$ 4,6 milhões pela nova tabela. Os valores ainda precisam ser aprovados oficialmente, mas a maioria dos times já concordou. Desta forma, os dirigentes querem que esse valor seja antecipado.

"A gente vai conversar com a Globo. Eu estou incumbido de fazer esse trabalho. Já que existe um mínimo garantido esse fluxo pode ser distribuído ao logo do contrato. Não há possibilidade de chegar ao final e o clube não receber", afirmou o presidente do Vasco, Alexandre Campello, que é o presidente da comissão de clubes da CBF.

A Globo já sabe do pleito e promete analisar, mas não é certeza de que vai atender o pedido dos clubes. A tese da emissora é de que as receitas são referentes ao Brasileiro e, portanto, têm que ser pagas durante o campeonato e não antecipadamente. E o Nacional só começa em maio o que torna as receitas mais concentradas no segundo semestre.

A mudança da fórmula de premiação foi uma sugestão da própria Globo. Isso não significa, no entanto, que vá aceitar alterar os pagamentos. Quando assinaram os novos contratos, os clubes sabiam quem haveria mais receitas no final do ano.

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