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Clubes avançam na venda de direito internacional do Brasileiro

Lucas Veríssimo e Rodrigo Caio, durante Flamengo x Santos pelo Brasileirão 2019 - Thiago Ribeiro/AGIF
Lucas Veríssimo e Rodrigo Caio, durante Flamengo x Santos pelo Brasileirão 2019 Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

18/02/2020 04h00

Em reunião na CBF, os clubes avançaram para fechar a negociação dos direitos internacionais do Brasileiro e possivelmente terão uma associação conjunta para fechar um acordo. Houve três propostas pelos direito, das empresas IMG, TV NSports e Betsul. Com maior tradição internacional, a primeira aparece como favorita a fechar com os clubes. Não deve haver dinheiro fixo pago aos clubes, apenas participações em ganhos futuros.

A novela da venda dos direitos internacionais do Brasileiro se desenrola desde 2018. A CBF entrou para fazer uma concorrência internacional que fracassou duas vezes, com empresas que faziam propostas e não cumpriam o que era ofertado.

Desta vez, a comissão de clubes, que se reúne na CBF, estava controlando o processo. A proposta da Betsul, que é focada em direitos de apostas, previa a inclusão de transmissão por site de aposta, o que levou os clubes a estudar o caso com mais detalhe. Era defendida pelo ex-deputado Vicente Cândido, que já trabalhou para a CBF e para o Corinthians, que também pregava a criação de uma associação de clubes para atender a empresa.

Já a IMG é uma empresa que tem tradição no mercado internacional. A proposta da empresa prevê que não exista dinheiro pago garantido para os clubes —haveria remuneração conforme o campeonato nacional seja vendido lá fora. E há a possiblidade de criação de uma empresa, ou associação, para representar todos os clubes.

A proposta da TV NSports, que detém direitos sobre o Campeonato Catarinense, parece menos atrativa para os clubes.

"São propostas distintas. Cada uma com suas características. Uma trabalha em cima de resultados. Um valor pequeno no início que não chega para os clubes e, sim, em investimento. É muito mais no desenvolvimento do produto futebol. A entrada de recursos vai chegando ao longo do tempo", explicou o presidente da comissão de clubes, Alexandre Campello, que é presidente do Vasco.

Pelo que o blog apurou, a proposta da IMG parece contar com maior simpatia entre clubes. É certo que os dirigentes têm até o final do mês para definir o assunto ou, de novo, o Brasileiro não terá seus direitos internacionais negociados. Se a IMG for escolhida, pode ser criada uma associação ou

"Tem uma das propostas que exige a criação de associação. A outra precisa de uma entidade jurídica que não precisa ser uma associação. Vai depender de uma entidade jurídica", completou Campello. "Poderia ser criada uma associação ou contrato poderia ser assinado através da CBF."

Blog do Rodrigo Mattos