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Com liberdade, Flamengo humilha o Vasco

É tão evidente que esse Flamengo só atinge todo o seu potencial jogando num 4-4-2, com muita movimentação de todos os seus avançados (ave, Mister!) que fico me perguntando se Tite não se envergonha de ter insistido tanto (e, vez por outra, ainda insistir) no 4-3-3 posicional com pontinhas atarraxados às linhas laterais.

Na goleada histórica sobre o Vasco, após um início hesitante, que permitiu o 1 a 0 para o adversário, com um golaço de Vegetti), o time rubro-negro deslanchou, capitaneado por uma atuação soberba de Cebolinha, autor do primeiro gol e dos passes para os dois seguintes. E a partir daí, todos começaram a jogar muito bem.

Arrascaeta, apagado há tantos jogos, voltou a brilhar, marcando o seu e fazendo uma jogada linda, para dar o passe na medida para Bruno Henrique marcar. Até Gabriel, que entrou já no final, com Luís Araújo e Wesley, deixou o seu, em jogada na qual os dois companheiros que entraram com ele também tiveram participação direta.

Esse Flamengo, com liberdade para explorar o talento de seus principais jogadores, se continuar a jogar assim, pode ir longe em todas as competições que disputa. No Brasileirão, apesar de estar nas cabeças, terá que enfrentar os dez ou onze jogos sem seu meio-campo titular e dois de seus laterais. É seu grande desafio.

Que Tite não aproveite as ausências para voltar ao morfético 4-3-3 com pontinhas atarraxados. Toma tenência, professor...

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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