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Renato Mauricio Prado

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Sorteio foi ruim, mas pior adversário do Flamengo ainda é Paulo Sousa

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Renato Maurício Prado

27/05/2022 14h38Atualizada em 27/05/2022 14h38

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, o sorteio deste ano na Libertadores não foi favorável ao Flamengo. Se o Tolima não chega a ser um adversário assustador (mas não é uma carne assada, que o diga o Atlético Mineiro, derrotado em pleno Mineirão), a partir daí é só pedreira: Boca Júniors ou Corinthians, nas quartas; possivelmente River Plate, na semi e Palmeiras ou Atlético Mineiro, na final.

Claro, muita gente pode lembrar a também espinhosa trilha para o título de 2019, pegando Emelec, Internacional, Grêmio e River Plate, até levantar o caneco em Lima. A grande diferença é que, naquele ano, o rubro-negro era dirigido por Jorge Jesus - e jogava o melhor futebol da história do clube, desde a geração liderada por Zico, nos anos 80, notadamente em 1981, quando ganhou até o Mundial.

Com a bolinha murcha que está jogando, sob o comando de Paulo Sousa, é bem difícil crer que o tricampeonato continental será conquistado nesta temporada. Na verdade, o fraquíssimo trabalho do treinador é um obstáculo maior do que qualquer rival que tenha pela frente. O mais inteligente seria trocá-lo antes da próxima fase da Libertadores.

Mas o presidente Rodolfo Landim, do alto de sua arrogância, parece estar fechado com ele, mesmo tendo disponível no mercado e disposto a voltar Jorge Jesus, senão o melhor, um dos melhores técnicos da história do Mais Querido. Duvido que Paulo Sousa chegue ao final do ano no comando do Flamengo. Mas, pelo visto, ele só será demitido após a eliminação na Libertadores.

E a suspostamente tão moderna administração rubro-negra repetirá assim aquele velhíssimo clichê: depois da casa arrombada, cadeado na porta... Dá-lhe, Landim!

Em tempo: Palmeiras (uma vez mais) e Atlético Mineiro não podem reclamar da sorte. O confronto entre eles é a única dificuldade que devem ter até à decisão. Quem ganhar caminhará a passos largos para a final, com grandes chances de título.