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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

No Flamengo, Paulo Sousa, Braz e Spindel arregaram para a Geração 85

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Renato Maurício Prado

21/05/2022 23h06Atualizada em 21/05/2022 23h17

Tá tudo dominado! Esse deve ter sido o sentimento dos líderes do elenco do Flamengo, após a constrangedora entrevista do técnico Paulo Sousa e dos cartolas Marcos Braz e Bruno Spindel, realizada em seguida à magra vitória rubro-negra sobre o Goiás, quando os três fizeram de tudo para se desculpar com Diego Alves e com os líderes do grupo que, em reunião no Ninho do Urubu, cobraram satisfações a respeito do imbróglio entre o goleiro e o treinador, com participação do diretor executivo do clube.

Por mais que o trio simulasse uma forçada descontração, ficou evidente a gigantesca saia justa criada entre jogadores, treinador e cartolas. Paulo Sousa começou admitindo que, em sua entrevista anterior, deixara "uma folha solta" para a especulação e entregou de bandeja um fisioterapeuta e um preparador físico (segundo Pedro Ivo, da ESPN, Marcio Puglia e Luís Sala), que teriam sido os responsáveis pelas falsas informações de que Diego Alves se colocara à disposição para jogar, em conversa com Spindel.

Esse, por sua vez, confirmou que o arqueiro jamais se dissera curado ou disposto a atuar. E pediu desculpas por não ter comunicado corretamente o que acontecera a Paulo Sousa, antes de se instaurar a cizânia. Restou a tragicômica afirmação de Marcos Braz que tudo fora feito corretamente, "com transparência e no tempo certo".

Vamos falar sério? A zorra começou com a patada de Sousa, em Diego Alves, na coletiva de terça-feira à noite. Tivesse o Flamengo um presidente atuante e conhecedor das coisas do futebol, não uma grã-fina de narinas de cadáver (ave, Nelson Rodrigues!), como Rodolfo Landim, ele deveria ter convocado uma reunião, na Gávea, no dia seguinte (quarta-feira), com Paulo Sousa, Diego Alves, Bruno Spindel e Marcos Braz (e somente eles), para entender e solucionar o problema. E, em seguida, dado uma entrevista coletiva, esclarecendo tudo e acabando com a crise.

Mas, infelizmente, para os rubro-negros, Landim não resolve nada. Nem Braz, muito menos Spindel e Paulo Sousa. Que arregaram feio para os líderes da geração 85 e seus aliados. O que esperar daqui pra frente? Nada de bom. O futebol do Flamengo é uma nave à deriva, sem comando, sem rumo, sem nada. Capaz até de, única e exclusivamente, pelo talento de seus jogadores, praticar um bom futebol, como no primeiro tempo, diante do Goiás. Mas também de quase entregar a rapadura, como ia acontecendo, no final do jogo, não fosse o chute nas nuvens de Apodi, completamente livre à frente de Hugo.

Esse é o Flamengo de Paulo Sousa. Que começa jogando de forma ousada, com apenas um volante e Pedro e Gabriel juntos no ataque, e termina com quatro cabeças-de-área para defender uma magra vitória por 1 a 0, contra o Goiás, em pleno Maracanã...

Desanimador. Não à toa a torcida acabou a partida cantando coros ofensivos a Landim e o tradicional "Olê, olê, olê, olê, olê, Mister, Mister"! De quem a arquibancada falava? Pois é...