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OPINIÃO

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Vitória garante trégua, mas paz no Fla exige triunfos consecutivos

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Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

18/05/2022 14h25Atualizada em 18/05/2022 14h25

A boa atuação do Flamengo na vitória sobre o Universidad Catolica (principalmente no primeiro tempo) pode ter estabelecido uma trégua entre a torcida, seu treinador e a diretoria - hostilizada com coros pesados, antes do jogo da Libertadores, no Maracanã. Mas para que a paz volte a reinar no universo rubro-negro é preciso muito mais. Começando por um novo triunfo, com desempenho convincente, sobre o Goiás, no próximo sábado, também no Maraca.

Afastar-se da zona do rebaixamento e escalar a tabela rapidamente para voltar a se colocar como real candidato ao título (obrigação de um elenco forte e caro como o que tem) exigirá três vitórias nos três próximos compromissos pelo Brasileiro: Goiás, Fluminense e Fortaleza. Impossível não é. Mas, não custa lembrar, o Flamengo só conseguiu vencer uma vez em seis rodadas, até agora.

Para que esta sequência vitoriosa seja conseguida, nesse momento turbulento, será necessário voltar a jogar bem, como nos 45 minutos iniciais diante dos chilenos, com regularidade. Algo que o time de Paulo Sousa não tem conseguido nem mesmo durante 90 minutos - vide as constantes quedas de rendimento na segunda etapa, inclusive na última partida.

A receita básica para que isto aconteça é conhecida: marcação pressão na saída de bola do adversário (que, sabe-se lá o porquê, nem todo jogo é feita), atuação compacta entre as linhas, com alta rotatividade no ataque, e o bom desempenho de jogadores fundamentais, como Éverton Ribeiro (a equipe é uma quando ele joga bem e outra, muito pior, quando está mal), Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique.

O camisa nove, aliás, está devendo. Perdeu dois gols incríveis diante da Católica e ainda chegou atrasado em outro lance em que Matheusinho cruzou e era só empurrar para o fundo da rede. Se continuar desperdiçando tantas oportunidades, merece ir para o banco de Pedro, que voltou a marcar ao substituí-lo. Mas Paulo Sousa terá coragem para tanto?

Corajoso ele foi (mas, a meu ver, também irresponsável) ao expor publicamente Diego Alves, um dos líderes da geração 85. É fato que o goleiro não agiu bem ao procurar Bruno Spindel (!!!) para dizer que poderia voltar a jogar, após mais de uma semana afastado dos treinamentos por supostas dores no púbis.

O técnico acertou ao não utilizá-lo, sem que voltasse a treinar, mas errou ao expô-lo na entrevista coletiva. Ainda mais em um momento em que Hugo se mostra tão irregular e frágil psicologicamente e Santos segue sem previsão de retorno - uma contusão grave que até hoje ninguém esclareceu como e quando aconteceu.

As partidas que se seguem devem decidir não somente a sorte do treinador, como a do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Na Libertadores, a classificação já foi garantida e o primeiro lugar no grupo também. Além disso, o jogo que falta, contra o Sporting Cristal, no Maracanã, é uma autêntica barbada. Mas para seguir adiante, nas fases de mata-mata, o bom futebol precisa reaparecer.

A novela rubro-negra continua e as cenas dos próximos capítulos ainda prometem muitas emoções. Mas a melhor notícia para Paulo Sousa veio de sua terra. Segundo a imprensa portuguesa, Jorge Jesus e a família estão viajando para a Turquia para se reunir com o presidente do Fenerbaçhe...

Em tempo: vaiar antes e depois dos jogos é um direito do torcedor. Mas apupar um atleta durante os 90 minutos, como foi feito com Hugo, é covardia e burrice. Qual o sentido de desestabilizar um atleta de sua própria equipe? Ainda mais quando ele não tem nem substituto?