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Renato Mauricio Prado

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

RMP: Renato Gaúcho assinou sua sentença de morte com a torcida do Flamengo

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Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

24/11/2021 03h05Atualizada em 24/11/2021 15h04

Diz a velha máxima: à mulher de César (o ditador romano) não basta ser honesta. É preciso parecer honesta.

Da mesma forma, ao técnico do Flamengo não basta dizer que queria vencer o jogo que teve nas mãos, contra um adversário medíocre, com um jogador a menos. É preciso demonstrar que desejava, de fato, a vitória, que escapou, devido a uma série de decisões desastrosas de sua parte.

Indiscutível é que Renato Gaúcho deu aos torcedores rubro-negros motivos de sobra para a fúria generalizada com que receberam o empate em 2 a 2, com o limitadíssimo Grêmio, virtualmente rebaixado, depois de uma vantagem de 2 a 0, com um jogador a mais.

Que conversinha foi aquela, tão amistosa e risonha, abraçado, cabeça a cabeça com Vagner Mancini, antes de a bola rolar? Apesar da justificada escalação de uma equipe reserva, não era um amistoso. Longe disso. O Flamengo ainda tem chances matemáticas de brigar pelo título brasileiro. Não era uma festa, um convescote. O Atlético Mineiro tropeçou!

E o papinho cheio de intimidade com Cortez, durante a partida, ambos com as mãos nas bocas, preocupados em esconder o que falavam, antes da cobrança de um lateral? Desde quando isso é postura de um treinador do Flamengo? Tititi amistoso com um jogador adversário no meio do jogo? Injustificável, incompreensível e inaceitável!

Qual a explicação para substituir Gustavo Henrique (que fizera um ótimo primeiro tempo) pelo péssimo Bruno Viana? E a substituição de Vitinho, autor dos dois gols e o melhor rubro-negro em campo, pelo medíocre cabeça-de-área Piris da Mota?

Forçoso lembrar, Portaluppi nem sequer vibrou com os gols de Vitinho, recebidos de forma fria e com o semblante sério e até entristecido. Estava ali o técnico do Flamengo ou o semideus do Grêmio que virou estátua na Arena e não queria ser responsável pelo rebaixamento do clube que o revelou e consagrou?

Numa noite na qual as voltas de Arrascaeta e Pedro deveriam ter sido as boas e principais notícias, o treinador rubro-negro conseguiu monopolizar as atenções e estragar tudo. De tal forma que, estou convencido, nem o título da Libertadores será capaz de recuperar tal relação.

Depois do que se viu na Arena Gremista há praticamente uma unanimidade na "Nação": Renato Portaluppi não tem capacidade, nem estatura para seguir à frente do Flamengo. Pode voltar a treinar seu adorado Grêmio, muito provavelmente, na campanha para voltar à Série A, no ano que vem.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL