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Renato Maurício Prado

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Como o Palmeiras enfrentará o Flamengo na Supercopa do Brasil?

Jogadores do Palmeiras comemoram o gol contra o Defensa y Justicia - Cesar Greco/ Ag. Palmeiras
Jogadores do Palmeiras comemoram o gol contra o Defensa y Justicia Imagem: Cesar Greco/ Ag. Palmeiras
Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

08/04/2021 04h00

Pressionado pelo Defensa y Justicia, o contra-ataque do Palmeiras foi mortal. Viña passou para William que esticou para Rony, nas costas da zaga argentina. Um toque por cobertura do artilheiro e o placar estava aberto, em Florêncio Varela, província de Buenos Aires.

O primeiro tempo da partida que abriu a final da Recopa Sul-Americana parecia até um trailer do que Abel Ferreira planejava para decisão da Supercopa do Brasil, no dia 11, no Mané Garrincha.

Claro, o modesto time argentino, campeão da Sul-Americana, nem de longe pode ser comparado ao Flamengo, campeão brasileiro e adversário do Palmeiras no próximo domingo. Mas, como o Rubro-Negro carioca, Sebástian Beccacece apostava em propor o jogo, dominando a posse de bola e empurrando os campeões da Libertadores para o seu próprio campo.

A tática palmeirense do contra-ataque foi bem-sucedida até os 12 minutos da etapa final, quando o Defensa chegou ao empate, com um gol de Braian Romero. Aí, Abel resolveu se coçar: tirou Felipe Melo, que era uma nulidade em campo, e fez entrar Patrick de Paula; sacou Zé Rafael e colocou Danilo e trocou Rafael Veiga por Gustavo Scarpa, partindo para o ataque. E assim chegou ao segundo gol, numa cobrança de falta de Scarpa.

Ato contínuo, o português voltou a mexer, trocando o atacante Breno Lopes pelo lateral-direito Mayke. E devolveu o comando da partida para o adversário, que chegou a marcar o gol de empate, anulado em decisão altamente discutível. Abel acabou a partida com quatro laterais em campo: dois direitos e dois esquerdos! Mas venceu por 2 a 1, garantindo importante vantagem para garantir o título na partida de volta.

Como o Palmeiras enfrentará o Flamengo na final da Supercopa do Brasil? Fechado, com Felipe Melo, Zé Rafael e Rafael Veiga, buscando os contra-ataques, ou com Patrick de Paula, Danilo e Gustavo Scarpa, jogando de igual para igual? Façam suas apostas.

Craques fizeram a diferença

Neymar deu passes perfeitos para os dois primeiros gols do Paris Saint Germain. O primeiro, após uma arrancada desde a intermediária, deixando Mbappé, livre, diante de Neuer (que falhou no chute do francês). O segundo, num lançamento de mais de 30 metros, colocando Marquinhos também, sem marcação, cara a cara com o goleiro do Bayern.

Mbappé decidiu a partida, num lance individual, quando tudo parecia caminhar para uma virada dos alemães, que tinham chegado ao empate e seguiam pressionando o goleiro Navas, outro destaque da equipe francesa, com defesas importantes.

No final, os craques das duas equipes fizeram a diferença. Neymar e Mbappé, em campo; Lewandowski, fora dele. Ou alguém acredita que se o excepcional artilheiro polonês tivesse jogado o Bayern, que teve amplo domínio da partida, teria balançado as redes apenas em duas cabeçadas?

O PSG não tem nada com isso e deu passo importante para se vingar de seu algoz na final da Liga dos Campeões de 2020, mantendo vivo, em 2021, seu sonho frustrado na última etapa. Agora, pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1, em Paris. O que não pode é dar mole.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Renato Maurício Prado