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Renato Maurício Prado

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Supercopa do Brasil define, em abril, o melhor time de 2020

Gabriel Menino comemora título do Palmeiras na Copa do Brasil: garotos da base do Palmeiras são diferencial no confronto contra o Flamengo - Lucas Figueiredo/CBF
Gabriel Menino comemora título do Palmeiras na Copa do Brasil: garotos da base do Palmeiras são diferencial no confronto contra o Flamengo Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
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Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

08/03/2021 04h00

Com a conquista da Copa do Brasil, o Palmeiras acabou a temporada com uma bela tríplice coroa: o Paulistinha, a Libertadores e a Copa do Brasil. Ainda assim, não foi o time mais vitorioso do ano, pois o Flamengo, brilhante no início de 2020, levantou quatro taças: a Recopa Sul-americana, a Supercopa do Brasil, o Carioquinha e, por fim, o Brasileiro. Eles são, indiscutivelmente, os mais bem-sucedidos times brasileiros da temporada e, por isso, a Supercopa do Brasil de 2021 promete. Prevista para 11 abril, em jogo único, servirá como uma espécie de tira-teima: quem é o melhor?

Flamengo e Palmeiras possuem os mais qualificados elencos do nosso futebol. No famoso par ou ímpar de pelada, acho que os rubro-negros levam vantagem do goleiro ao ponta-esquerda do time titular. Mas quando a comparação se estende ao banco de reservas, considero o grupo palmeirense mais forte que o rubro-negro. Principalmente por causa de sua talentosa geração vinda da base (Patrick de Paula, Gabriel Menino, Gabriel Verón, Danilo, Wesley e outros).

As duas equipes, entretanto, ainda oscilam muito. Vide o pífio desempenho palmeirense no Mundial de Clubes (em que acabou na pior posição de um sul-americano na história da competição) e as decepcionantes atuações do rubro-negro em diversos momentos do Brasileiro (inclusive na última rodada, contra o São Paulo). Daí a imprevisibilidade deste duelo que, em condições normais, tem tudo para ser equilibradíssimo.

O que espero é que as duas equipes entrem em campo com a disposição demonstrada por Palmeiras e Grêmio no jogo decisivo da Copa do Brasil, no Allianz Parque, quando os dois finalistas buscaram o gol o tempo todo e, no final das contas, venceu o melhor (na arena gremista, o time da casa decepcionou).

Parênteses: o que levou Renato a optar por Paulo Victor, no lugar de Vanderlei? Ele falhou nos três gols palmeirenses nos dois jogos das finais!

Tomara que, na final da Supercopa, Palmeiras e Flamengo joguem tudo o que são capazes. Se isso acontecer, independentemente do vencedor, a certeza é que será um jogão de bola. O melhor que o nosso futebol pode apresentar na atualidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Renato Maurício Prado