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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Pogba, Di María e Bremer: os alvos da Juventus na janela de transferências

De saída do Manchester United, Pogba pode pintar de novo na Juventus - PHIL NOBLE
De saída do Manchester United, Pogba pode pintar de novo na Juventus Imagem: PHIL NOBLE

24/06/2022 04h20

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Para quem emendou nove títulos nacionais consecutivos entre 2012 e 2020, passar dois anos sem sequer poder dizer que brigou pelo troféu do Campeonato Italiano já é motivo suficiente para um clima de muito incômodo.

Outrora dominante no Calcio e hoje atrás dos seus arquirrivais, Milan e Inter de Milão, a Juventus não parece saber muito bem o que fazer para retomar seus dias de protagonista.

Ao mesmo tempo em que se permite fazer uma minireformulação, com a saída de jogadores que foram essenciais para a construção da sua história recente de sucesso, o clube acredita que a melhor solução para os seus problemas é buscar justamente um ídolo do passado, Paul Pogba, e veteranos que nitidamente já viveram os melhores momentos das suas carreiras.

Quem chega?

O evento mais aguardado pela diretoria juventina nesta janela de transferências atende pelo apelido de "Pogback", junção do nome de Pogba com a palavra inglesa "back", que significa volta em português.

O meio-campista francês, que jogou em Turim entre 2012 e 2016, está próximo de acertar seu retorno ao clube depois de uma conturbada passagem pelo Manchester United, que terminou com a decisão dos ingleses de não renovar seu contrato.

Além de Pogba, a Juve tem na mira pelo menos mais dois jogadores veteranos que estão livres de vínculos e poderiam ser contratados sem a necessidade de pagamento por seus direitos econômicos: o lateral esquerdo Marcelo (ex-Real Madrid) e o meia argentino Ángel di María (Paris Saint-Germain).

Outro alvo, que até já esteve mais próximo, é o zagueiro brasileiro Bremer, eleito o melhor defensor da última temporada na Itália pelo Torino. O problema é que a Inter de Milão também comprou essa briga e, no momento, está na dianteira das negociações.

Quem sai?

Só neste comecinho de período preparatório para a temporada 2022/23, a Juve já perdeu dois dos pilares do time que mandou no futebol italiano ao longo da década passada.

O veterano zagueiro Giorgio Chiellini, capitão do time desde a saída do goleiro Gianluigi Buffon, resolveu encerrar sua carreira nos gramados italianos para se aventurar no soccer norte-americano e assinou com o Los Angeles FC.

Já o atacante argentino Paulo Dybala, dono do maior salário do elenco depois que Cristiano Ronaldo se mandou para o Manchester United, não renovou contrato e deve se transferir para Inter de Milão ou Atlético de Madri.

O grupo comandado pelo técnico Massimilano Allegri sofreu ainda mais duas baixas. O vínculo do meia-atacante Federico Bernardeschi chegou ao fim, assim como o empréstimo do centroavante Álvaro Morata, cujos direitos econômicos pertencem ao Atlético de Madri.

Além dessas questões já resolvidas, há ainda a possibilidade de um dos meio-campistas dos biaconeri serem liberados. A principal aposta é pela saída do francês Adrien Rabiot. Mas, se surgir algum interessado pelo brasileiro Arthur, poderá ser ele o negociado.

Quem volta?

Emprestar jovens jogadores a outros clubes para que eles ganhem experiência internacional é uma tradicional filosofia aplicada pela Juventus com os produtos das suas categorias de base e outros garotos contratados ainda no início da carreira.

O problema é que a "Velha Senhora" raramente escolhe aproveitar esses talentos de pouca idade depois que eles retornam do empréstimo. O caminho mais tradicional é a venda para as equipes às quais eles foram cedidos.

Isso já aconteceu com o zagueiro turco Merih Demiral, um dos jogadores que poderiam retornar a Turim nesta temporada, mas que foi negociado com a Atalanta.

O zagueiro Radu Dragusin (Salernitana) e, principalmente, o volante Nicolò Rovella (Genoa) são os atletas do grupo atual mais propensos a quebrar essa escrita e serem aproveitados por Allegri ao longo dos próximos meses.