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Rafael Reis

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Por que Casemiro deixou de ser inegociável e pode ser vendido pelo Real?

Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

02/05/2022 04h00

"Casemiro é um dos nossos jogadores inegociáveis". Até pouco tempo atrás, essa era a resposta padrão dada pelo Real Madrid a qualquer clube do mundo que esboçasse o mínimo interesse na contratação do volante brasileiro.

Mas a situação do dono da camisa 14 mudou radicalmente nos últimos meses. E atualmente já não é mais possível ter certeza que ele continuará na capital espanhola na próxima temporada.

Pela primeira vez desde que Casemiro se firmou no time de cima, em 2015, o Real está aberto para ouvir propostas pelo jogador.

Não que a situação do brasileiro dentro de campo tenha mudado. O atleta revelado nas categorias de base do São Paulo e que passou um ano emprestado ao Porto antes de se firmar o no clube mais vitorioso do planeta continua sendo peça-chave para o funcionamento do time merengue.

Mas o Real está cada vez mais preocupado com a necessidade de reformular (e rejuvenescer) seu meio-campo, hoje formado por Casemiro (30 anos), Toni Kroos (32) e Luka Modric (36).

Por ser o mais jovem do histórico e vitorioso trio, o brasileiro é visto hoje pelo clube espanhol como o único deles cuja venda poderia render dinheiro suficiente para ser investido em jovens peças de reposição para o setor.

Paris Saint-Germain e Juventus são os dois clubes que mais vêm sendo citados como candidatos a contratar o volante. O valor de uma possível transferência provavelmente ultrapassaria a casa dos 50 milhões de euros (R$ 262 milhões).

Já os principais candidatos a eventualmente substituir Casemiro no Real são o francês Aurélien Tchouameni, destaque do Monaco nesta temporada, e o brasileiro Bruno Guimarães, que tem brilhado com a camisa do Newcastle.

Depois de conquistar no último sábado o título espanhol com quatro rodadas de antecipação, o Real sonha agora em repetir o "doblete" obtido três vezes na sua história (1956/57, 1957/58 e 2016/17) e faturar também a Liga dos Campeões da Europa.

Para alcançar a decisão (contra Liverpool ou Villarreal), no entanto, o time comandado por Carlo Ancelotti terá derrotar o Manchester City por pelo menos dois gols de diferença, quarta-feira, no Santiago Bernabéu. Uma vitória simples leva a definição da vaga para a prorrogação e, caso persista, aos pênaltis.

A boa notícia para os espanhóis é justamente a volta de Casemiro, que estava se recuperando de lesão e não saiu do banco de reservas na primeira partida. Em compensação, o zagueiro austríaco David Alaba, com dores musculares, dificilmente terá condições de jogo.

Pelo terceiro ano consecutivo, a partida que definirá o melhor time de futebol do Velho Continente não será disputada no local inicialmente programado pela Uefa.

Depois de levar as duas últimas finais da Champions para Portugal por conta da pandemia da covid-19, a entidade europeia resolveu tirar o jogo do título desta edição de São Petersburgo como forma de sanção pela invasão da Rússia à Ucrânia.

Com isso, a partida que definirá o sucessor do Chelsea no posto de campeão europeu será agora realizada no dia 28 de maio, em Saint-Denis, nos arredores de Paris (França).

Liga dos Campeões da Europa - semifinais

26/04 - Manchester City 4 x 3 Real Madrid, na Inglaterra
27/04 - Liverpool 2 x 0 Villarreal, na Inglaterra
Amanhã, às 16h - Villarreal x Liverpool, na Espanha
Quarta-feira, às 16h - Real Madrid x Manchester City, na Espanha