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Rafael Reis

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Com 7 jogadores brasileiros, Eurocopa bate recorde; conheça todos eles

Jorginho foi campeão europeu com o Chelsea e agora vai disputar Euro pela Itália - Stefano Rellandini/Reuters
Jorginho foi campeão europeu com o Chelsea e agora vai disputar Euro pela Itália Imagem: Stefano Rellandini/Reuters
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

09/06/2021 04h00

A 16ª edição da Eurocopa será a mais brasileira de toda a história da competição.

O torneio, que começa nesta sexta-feira, contará com a presença de nada menos que sete jogadores que nasceram no "país do futebol" ou que teriam condições legais de defender a seleção pentacampeã mundial se assim desejassem (por serem naturalizados ou filhos de brasileiros).

Eles estão espalhados por cinco seleções diferentes. Só a tradicional Itália conta com três reforços tupiniquins: o lateral esquerdo Emerson Palmieri e o volante Jorginho, campeões europeus de clubes pelo Chelsea na atual temporada, e o zagueiro Rafael Tolói, da Atalanta.

Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia também levarão a campo no torneio continental atletas que abriram mão da possibilidade de vestir a amarelinha para atuar por países do Velho Continente.

O recorde anterior de presença brasileira na Eurocopa havia sido estabelecido na edição passada, em 2016, quando seis representantes do país foram inscritos na competição. Apenas dois deles, o zagueiro Pepe (Portugal) e o meia Thiago Alcântara (Espanha), foram novamente convocados neste ano.

Pepe, aliás, é um dos dois únicos compatriotas de Pelé, Ronaldo e Romário que já levantaram a taça da competição continental. Além do zagueiro, campeão cinco anos atrás, apenas o volante Marcos Senna, que venceu com a Espanha em 2008, já teve essa honra.

A presença brasileira na Eurocopa, no entanto, é um pouco mais antiga. O primeiro atleta do país a disputar o torneio foi o ex-volante Donato, que defendeu a seleção espanhola na edição de 1996.

Como mostrou o "Blog do Rafael Reis" na última segunda-feira, cerca de 15% de todos os jogadores inscritos no campeonato deste ano poderiam disputar também outros torneios continentais, como Copa América e Copa Africana de Nações.

Ou seja, os brasileiros não estão sozinhos nesse caldeirão multiétnico e cultural que o futebol do Velho Continente se tornou.

Originalmente, a Eurocopa era para ter sido disputada no meio do ano passado. No entanto, a pandemia da covid-19 fez com que a competição fosse adiada em 12 meses.

Pela segunda vez na história, o torneio será disputado por 24 seleções. A novidade é que desta vez não há uma sede fixa. Para comemorar o aniversário de 60 anos do continental, ele terá jogos disputados em 11 cidades de 11 países diferentes.

A partida de abertura, entre Itália e Turquia, nesta sexta, será disputada no estádio Olímpico de Roma, na capital italiana. Já a decisão, em 11 de julho, está marcada para Wembley, em Londres, no território inglês.

Além de Itália e Inglaterra, a Euro-2020 (sim, ela manteve esse nome mesmo com o adiamento da data) passará por Azerbaijão, Dinamarca, Alemanha, Escócia, Espanha Hungria, Holanda, Romênia e Rússia.

Quem são os brasileiros da Eurocopa?

Emerson Palmieri (LE, Chelsea) - Itália
Jorginho (V, Chelsea) - Itália
Mário Fernandes (LD, CSKA Moscou) - Rússia
Marlos (MA, Shakhtar Donetsk) - Ucrânia
Pepe (Z, Porto) - Portugal
Rafael Tolói (Z, Atalanta) - Itália
Thiago Alcântara (M, Liverpool) - Espanha