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Rafael Reis

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Como De Bruyne virou favorito ao melhor do mundo e o que ainda pode detê-lo

De Bruyne, craque do Manchester City, virou o favorito aos prêmios de melhor do mundo - Andy Rain/Efe
De Bruyne, craque do Manchester City, virou o favorito aos prêmios de melhor do mundo Imagem: Andy Rain/Efe
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

05/05/2021 04h20

A vitória por 2 a 0 sobre o Paris Saint-Germain, ontem, na Inglaterra, não apenas classificou o Manchester City para sua primeira decisão de Liga dos Campeões da Europa, como também transformou seu principal jogador no favorito aos prêmios de melhor do mundo nesta temporada.

Maior talento individual dentre todos os comandados de Pep Guardiola, o meio-campista belga Kevin de Bruyne, de 29 anos, virou agora o homem a ser batido tanto no The Best, eleição organizada pela Fifa, quanto na Bola de Ouro, que é entregue pela revista "France Football".

Isso porque aquelas que haviam se tornado as duas maiores ameaças à sua vitória, o francês Kylian Mbappé e o brasileiro Neymar, perderam muitos pontos com a eliminação do PSG e agora correm por fora.

Para ajudar ainda mais, os outros dois times que continuam vivos na Champions, Real Madrid e Chelsea, que se enfrentam hoje para decidir quem será o adversário do City na final da competição interclubes mais badalada do planeta, também não contam com nenhum candidato destacado a prêmios individuais.

O centroavante francês Karim Benzema, principal peça ofensiva do semifinalista espanhol, até poderia ser esse nome, mas é "queimado" no mundo da bola por um suposto envolvimento em um esquema de extorsão de um antigo companheiro de seleção e, por isso, dificilmente teria votos necessários para ameaçar De Bruyne.

Disputar a decisão da Champions é quase uma obrigatoriedade para quem deseja ser eleito o melhor jogador do mundo. Nos últimos sete anos, apenas Messi (2019) conseguiu vencer a eleição da Fifa sem ter jogado a final do torneio continental na temporada.

Só que desta vez o craque argentino foi eliminado cedo na competição interclubes (oitavas de final) e dificilmente terá condições de brigar pelo lugar mais alto do pódio, ainda que seja um nome bem possível de aparecer entre os três finalistas.

De Bruyne ainda só não se tornou uma barbada nos prêmios de craque número um do planeta porque este é um ano atípico, com Eurocopa e todas as reviravoltas que um torneio desse porte (de alto nível técnico e consumido globalmente) pode trazer ao termômetro que mede o desempenho de cada jogador.

Um exemplo: se Cristiano Ronaldo levar Portugal a mais uma conquista europeia, ele pode tranquilamente virar o candidato preferido de boa parte do colégio eleitoral. O mesmo tende a acontecer com Mbappé em caso de um nada improvável título francês.

A Bélgica também pode ser campeã, o que tornaria De Bruyne ainda mais favorito. O meia está no Manchester City desde 2015, já foi eleito o melhor jogador da temporada nos campeonatos Alemão e Inglês, mas nunca foi além do quinto lugar do ano passado no "The Best".

Na atual temporada, o camisa 17 tem números até que modestos perto da importância que ele possui no sucesso da equipe de Guardiola. Foram nove gols e 17 assistências em 38 partidas disputadas. Só que o meia enfrentou uma lesão muscular que o tirou de ação por quase um mês e ganhou descanso em várias partidas menos importantes do primeiro finalista da Champions.

A decisão da edição 2020/21 do torneio continental está agendada para dia 29 de maio e será disputada no Olímpico Atatürk, em Istambul (Turquia). O estádio originalmente seria palco do jogo do título do ano passado, que precisou ser alterado por causa da pandemia de covid-19.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL